Mulheres são maioria na Mostra Mundo Árabe


Uma ceia para comemorar 20 anos de casamento, em Argel. O casal reúne-se com amigos, a situação política e social da Argélia vem à tona e a comemoração torna-se ácida. Está começando Os Afortunados, e com o longa da diretora Sofia Djama começa também a 14.ª Mostra Mundo Árabe de Cinema. O evento promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira abre-se nesta noite de quarta-feira, no Cinesesc, em presença da diretora, que participará de debates com o público nos dias 9 e 11. A Mostra prossegue até 14.

São Paulo, capital da diversidade e da tolerância. Simultaneamente, realiza-se desde domingo, 4, o 23.º Festival de Cinema Judaico (na Hebraica, no Sesc Bom Retiro e no IMS, com outra seleção de qualidade). A Mostra Mundo Árabe está formada por 12 títulos – quatro são completamente inéditos e sete (a maioria) são dirigidos por mulheres.

Sofia nasceu em Oran e mudou-se para Argel para fazer a licenciatura em Literatura. Escreveu uma coletânea de contos que se passam na capital argelina. A adaptação de um deles, Mollement Un Samedi Matin, virou seu primeiro curta. Com o longa, foi premiada na mostra Orizzonti de Veneza, em 2017 – melhor atriz, o Brian Award pela campanha em prol da democracia, dos direitos humanos, do pluralismo e da liberdade de pensar, e o prêmio Lina Mangiacapri por sua contribuição à mudança da imagem da mulher no cinema.

Além de Sofia, outra destacada cineasta estará na cidade, para se encontrar (e debater) com o público. Joy Ernanny, nascida no Rio e radicada nos EUA, apresenta seu documentário Além do Véu, sobre mulheres muçulmanas que se encontram num salão de Nova York um espaço de liberdade para se despir do véu tradicional, conversar e desfrutar de serviços de beleza.

O curador da mostra, Arthur Jafet, destaca o conceito – “Retratar a realidade política, social e cultural de países árabes, tendo como fio condutor os desafios do mundo árabe em meio à crise de refugiados, ao terrorismo, ao pós-colonialismo, ao clamor por mais liberdade de expressão, mas também o retorno às origens, a memória e a análise do passado diante de um novo cenário que se descortina.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora