Bailarina americanense conquista bolsa de estudos

Kely Gouveia vai estudar em uma das escolas principais da Broadway e em estúdio do coreógrafo do filme “La La Land”


Se nunca é tarde para sonhar, a bailarina americanense Kely Gouveia viveu na pele a prova disso no 11º Congresso Internacional de Jazz Dance, que foi realizado entre abril e este mês, em Indaiatuba. Com uma série de conquistas em seu currículo de dança e hoje conciliando a atividade com sua atuação no jornalismo, ela foi surpreendida com a oferta de uma bolsa na Broadway durante o evento.

Foto: Divulgação
Kely Gouvea

Formada em balé clássico, Kely ganhou suas primeiras oportunidades profissionais em shows com grandes nomes da música nacional, como Daniel e Zezé Di Camargo & Luciano, além de atuações em palcos da Rede Globo. Depois, conseguiu entrar na renomada Raça Companhia de Dança, única academia profissional que trabalhava com jazz à época. Ali, realizava mais um de seus objetivos na profissão. Após dois anos, voltou a Americana e passou a dedicar mais tempo ao jornalismo. Depois de se tornar mãe, viu reacender a vontade de dançar.

Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de participar do congresso em Indaiatuba e, finalmente, a oportunidade de realizar mais um de seus objetivos nos tablados. “Eu acho que esse é o sonho de qualquer bailarino, pois é onde estão os profissionais mais tarimbados e onde o jazz se desenvolveu”, conta.

A Broadway possui duas escolas principais de dança e formação: a Broadway Dance Center e a Steps on Broadway, que é onde Kely vai estudar, provavelmente em fevereiro de 2020. “Essas são as escolas onde fazem aula e dão aula as pessoas que estão em cartaz com os musicais na Broadway”, explica a bailarina. Ela ainda recebeu a oferta de fazer aulas em Los Angeles, no EDGE Performing Arts Center. O diretor deste estúdio foi o coreógrafo do filme “La La Land”, um dos destaques do Oscar de 2017.

Ao se lembrar do momento do anúncio das bolsas, Kely conta que ficou um tempo tentando entender o que aquilo “queria dizer”. Para ela, mostra que a dança está olhando mais para as conexões que ela pode criar do que para o virtuosismo vazio, que outrora já foi valorizado.

“Vou fazer 37 anos. Depois veio me caindo uma ficha, que inclusive era uma das coisas que os professores internacionais falavam muito, que a dança não está no virtuosismo técnico. Evidente que você precisa de uma técnica, mas que a conexão que você tem é através das suas emoções e da sua alma, e que isso dificilmente se ensina. E eu percebi que as pessoas que eles deram bolsas eram pessoas que tinham entrega e a possibilidade de deixar as suas emoções falarem através do seu corpo”, finaliza.

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