Arte codificada espalhada por Americana

Na iniciativa, 70 QR Codes espalhados pelos espaços públicos de Americana dão acesso, por meio do celular, a uma galeria com obras de 14 artista


Foi pensando em levar arte e artistas para as ruas e conectar a cidade com quem a habita que Miguel Rodrigues criou um projeto que usa o meio virtual para a aproximação com o mundo físico.

Na iniciativa, 70 QR Codes espalhados pelos espaços públicos de Americana dão acesso, por meio do celular, a uma galeria com obras de 14 artistas da cidade e de Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa.

A ação é uma das três etapas que envolvem o evento AmericanaZINE, que será realizado em setembro em Americana e nesse ano tem o tema “A Cidade Somos Nós”.

Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Na iniciativa, 70 QR Codes espalhados pelos espaços públicos de Americana dão acesso, por meio do celular, a uma galeria com obras de 14 artistas

Miguel escolhe uma frase do geógrafo britânico David Harvey para refletir sobre a ação envolvendo a codificação das 15 obras, que se chama “Cidade-Museu”. “A questão do tipo de cidade que desejamos é inseparável da questão do tipo de pessoa que desejamos nos tornar. Ao refazer a cidade, refazemos nós mesmos”, diz.

Ele aponta que a intenção é, além de realizar uma conexão entre habitante e habitat, criar uma condição de pertencimento.

“Trazer esses artistas no caso, pra rua, mostrar que eles fazem parte. Nós podemos imaginar que fazendo da cidade um galeria a própria cidade pode nos ‘retribuir’ de outra maneira”, analisa.

A intenção é não divulgar os lugares onde estão os QR Codes e provocar os moradores a descobri-los. Ao encontrar algum deles, que foram impressos em lambes-lambes (material gráfico colado em espaço público) e têm 13 centímetros quadrados cada, basta baixar no celular um leitor deste tipo de códigos para que, através dele, seja possível ver a arte ao qual se refere.

Em sua maioria jovens, os artistas têm diferentes trajetórias. “Tem gente que já é formado em artes, que já expôs outras vezes, mas também tem estudante que nunca participou de nada”, explica Miguel.

Entre os estilos utilizados estão pintura acrílica sobre tela, aquarela, arte digital, fotografia com intervenção em bordado, lápis de cor e colagem com recortes de revista.

OUTRAS ETAPAS. O AmericanaZINE, que está indo para sua 5ª edição em 2018, também é realizado na Biblioteca Municipal Professora Jandira Basseto Pantano. Na segunda etapa, entre o dia 3 e 26 de setembro, ela vai receber uma exposição de quatro artistas. Já na terceira etapa, no dia 26 de setembro, a partir das 14h, também no espaço literário, haverá mostra de zines, artistas e coletivos com suas “banquinhas” de exposições, além de apresentação de duas bandas e um espaço para declamação de poesia.

Participantes do projeto
Coletivo Porã, Âncora de nós, Isa Whitaker, Amanda Paschoal, Isadora Fernandes, Aldivo Rodrigues, Julio Lisboa, Renan Silva, João Botas, Nicolão, Vinicius Ruiz, Matheus Souza, Miguel Rodrigues e Victória Dourado.

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