Após um ano, restauro da Igreja Matriz segue no papel

Projeto para templo de Americana ainda não foi realizado por não ter captado recursos suficientes


Um ano após apresentar o projeto de restauração da Igreja Matriz de Santo Antônio de Americana, a primeira da cidade, construída em 1897, a Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua ainda não conseguiu captar com a iniciativa privada os recursos para tirar as obras do papel. O projeto foi apresentado em junho de 2017 e aprovado em outubro pela Lei Rouanet. O valor é R$ 2,2 milhões.

A igreja está fechada deste 2016 por determinação da Diocese de Limeira, após recomendação da Defesa Civil devido a sérios problemas estruturais. Os mais graves estão no telhado, na parte elétrica e hidráulica. O projeto de restauração é assinado pela arquiteta Juliana Binotti. Durante pouco mais de um ano ela pesquisou livros, documentos, imagens e buscou relatos de pessoas que frequentaram a igreja para levantar as características originais da construção.

Foto: Daniel Bragantin - Vecter Foto
Igreja Matriz foi a primeira de Americana, com construção em 1897, e projeto de restauro já foi aprovado pela Lei Rouanet

Com o estudo, a arquiteta conseguiu constatar uma série de mudanças ocorridas na Matriz ao longo dos anos, como remoção de pinturas artísticas, dos altares de madeira, substituição dos pisos de ladrilho hidráulico, dos forros de madeira, abertura ou fechamento de paredes, entre outras.

Desde a aprovação do Ministério da Cultura, o reitor da Basílica, padre Leandro Ricardo, segue em contato e conversas com empresas interessadas em aderir ao projeto, porém ele diz que é necessária união.

“A restauração da Igreja Matriz de Santo Antônio é muito mais do que a preservação arquitetônica e artística de um glorioso passado. É acima de tudo um profundo e importante resgate da história de Americana, do seu desenvolvimento e da nossa própria história enquanto americanenses apaixonados por esta terra. É um dever de todos essa recuperação”, comenta. O templo é tombado pela prefeitura como patrimônio histórico e cultural desde 2017.

A lei de incentivos prevê que empresas podem destinar até 4% do imposto de renda devido para o projeto. Somente com 20% do recurso captado é permitido iniciar as obras. Quem tiver interesse em contribuir pode contatar imprensa@basilicasantoantonio.com.br ou no (19) 3461-5126.

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