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Editorial

Vacina às crianças

A imunização das crianças ajuda a reduzir a transmissão e a evitar casos graves; com o aval das principais agências do mundo, a adesão é segura

Por Redação

16 Janeiro 2022, às 08h41 • Última atualização 16 Janeiro 2022, às 08h46

Há quase um ano, tinha início a vacinação contra a Covid-19. Profissionais de saúde, que estavam na linha frente de combate à pandemia, foram os primeiros a tomarem as tão esperadas doses dos imunizantes, que chegavam com os mililitros contados nos frascos. Na época, a variante Gama começava a dar as caras, a partir de Manaus, e seria protagonista da mais grave onda da doença até então.

Em 2022, o estágio é outro, mas a preocupação permanece. Depois de passar por Europa, África e América do Norte, a variante Ômicron desembarcou com força em meio às aglomerações do final de ano. O resultado é uma enxurrada de pacientes com sintomas gripais, felizmente, em condições menos graves graças ao avanço da vacinação. Se há um ano falávamos em primeira dose, hoje, uma boa parte da população já está na terceira – só em Americana, são mais de 55 mil com a imunização reforçada.

A etapa que se apresenta agora envolve um grupo que tem sofrido menos com a Covid, mas que é igualmente importante no contexto da pandemia: as crianças. Nesta semana, tem início a vacinação de quem tem de 5 a 11 anos. E ainda que haja resistência e desconfiança em parte das famílias – muitas influenciadas por notícias falsas e opiniões distorcidas -, a imunização das crianças é relevantíssima por diversos motivos.

Primeiro, porque reduz as chances de as infecções se tornarem casos graves, que exigem internações ou que acabam em morte. A vacina em crianças ainda colabora de maneira indireta, reduzindo a transmissão, especialmente de um vírus que se demonstrou capaz de mutações significativas. E, dentre outros pontos, a vacinação infantil contra a Covid-19 tem o aval das principais agências reguladoras do mundo, que apontaram efeitos adversos raríssimos após estudos clínicos. Ou seja: os benefícios da vacina são enormemente maiores do que ignorá-la. Para as crianças e para a comunidade.

O Liberal

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