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Editorial

Terceira onda?

As estatísticas das internações em Americana na última semana traçam um cenário que caminha para uma nova sobrecarga nos hospitais locais

Por Redação

23 Maio 2021 às 09:17

Este espaço de opinião insiste em manter o coronavírus em pauta e o fará sempre que necessário. Ainda que alguns assuntos mereçam grande atenção na comunidade, não há nada que supere, porém, a gravidade como a crise da Covid-19 continua a afetar o cotidiano das cidades da região.

Neste domingo, uma reportagem descreve como o pico da pandemia obrigou o sistema de saúde de Americana a se adaptar para dar conta da demanda de pacientes infectados pelo vírus. Nos meses mais fatais da Covid-19 em todo o Brasil, o município precisou expandir suas UTIs em até 66% em questão de semanas, entre março e abril.

Ainda que Americana seja cidade privilegiada por contar com quatro hospitais de bom porte e qualidade de atendimento, é evidente que a saturação do sistema de saúde local foi, de fato, colocada à prova, algo que não devíamos contar novamente.

Os números das internações da semana que passou, porém, mostram um cenário desagradável, que caminha para uma nova sobrecarga nos hospitais. Após um recuo de casos provocado, em grande parte, pelas restrições e pelo temor de ser infectado, no final de abril, vieram novas flexibilizações que parecem ter dado certa sensação de relaxamento na população. Isso, porque logo na segunda semana de maio, a demanda por leitos de UTI passou a crescer no município. A disponibilidade aumentou, mas, junto a ela, também veio a ocupação em níveis altos, especialmente de pacientes com um perfil mais jovem, algo peculiar dado o avanço – ainda que lento – da vacinação.

Se por um lado há quem afirme que sequer saímos da segunda onda da pandemia, por outro já há quem faça o prenúncio de que uma terceira onda se avizinha com ferocidade, especialmente pelo fato de acometer os hospitais em um momento ainda de alta demanda por leitos.

Conter esta situação passa pelo comportamento que há mais de um ano se espera que seja cumprido pela população. De cuidado pessoal e com o próximo. De uso de máscara, distanciamento social e, principalmente – destaque-se -, de evitar qualquer aglomeração. Não é possível que continuamos a pagar e apostar novamente contra o vírus que já ceifou a vida de mais de 400 mil brasileiros, 537 apenas em Americana.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.