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Temos vacinas! Que seja o fim

Por Dirceu Cardoso Gonçalves

13 dez 2020 às 08:00 • Última atualização 12 dez 2020 às 16:05

O mundo respirou com certo alívio ao ver, na terça-feira as primeiras vacinações certificadas, realizadas na Inglaterra. “Agora a vacina já existe”. Pensamos todos nós, ainda que com uma série de indagações pendentes.

Espera-se que nos próximos dias os Estados Unidos também aprovem as vacinas e que o mesmo ocorra em outros importantes e credenciados centros científicos do mundo e isso represente o fim da pandemia da Covid-19. Aqui no Brasil, o ministro da Saúde, em reunião com governadores, reafirmou ser a imunização uma tarefa federal e disse que anunciaria tudo no Plano Nacional de Vacinação, que definirá como conseguir e fazer a droga chegar a cada um dos brasileiros. O governo já adiantou que a vacina será gratuita.

São imprescindíveis neste momento, a postura ética e científica e a autoridade da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que tem se mantido distante do nefasto embate político que setores insistem em travar. A agência tem de cumprir sua tarefa e nada mais.

Sua missão hoje é autorizar (ou não) a aplicação na população das vacinas que lhe forem propostas. É com base nessa liberação que o Ministério da Saúde deverá adquirir as doses e disponibilizá-las à população. Na tensa reunião de governadores – que foram a Brasília “buscar” a vacina – o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é médico, foi a fala sensata: a vacinação é tarefa do governo federal, até porque há um desnível entre os Estados e muitos deles não teriam como garantir a imunização.

A sociedade espera é que os governos dos diferentes níveis não continuem divergindo dentro da pandemia. Que, ao contrário, unam esforços para que a vacina cheguem o mais rápido possível à população e possam, gradativamente, diminuir o número de infectados e mortos.

Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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