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Smart Tech

A liderança empreendedora como alavanca de sucesso

No mundo corporativo nem sempre o jogo é o mesmo, e o líder empreendedor precisa compreender que terá que ter novas regras que venham de acordo com a complementaridade e sinergia dos seus negócios

Por Henrique Costa

07 out 2021 às 08:59 • Última atualização 07 out 2021 às 09:06

Sejam bem vindos à Smart Tech, nossa coluna semanal sobre empreendedorismo, inovação e tecnologia. A partir desta semana, eu, Henrique Costa, e meu parceiro neste projeto, Eryvelton Baldin, traremos até vocês informações, notícias, novidades e discussões sobre como estas expressões impactam nossas vidas tanto pessoais como profissionais e como podemos usufruir de seus benefícios.

Gostaria de discutir hoje um pouco sobre empreendedorismo e a necessidade que julgo imprescindível para o sucesso de se associar esta expressão à palavra liderança.

A junção destas duas habilidades, as quais os gestores devem ter em mente para se desenvolver, é o que costumo chamar de liderança empreendedora. Enquanto trago o conhecimento a respeito desse tema, aproveito para apresentar um trecho da minha própria jornada profissional e intelectual que foi traçada desde a minha adolescência. Por quê?

Pois essas duas habilidades podem ser aprendidas, sendo assim, quando entendemos que a liderança formadora de pessoas ultrapassa e eleva o nível de vitalidade de uma empresa por meio da promoção da capacitação, sinergia e conhecimento e a figura empreendedora tem como objetivo fundamental o crescimento e desenvolvimento econômico, político e socioambiental do meio em que se vive e nasce a partir de alguma necessidade, uma aspiração, um propósito, ou uma oportunidade, então, a minha jornada de vida se encaixa com esses dois perfis em desenvolvimento.

Quando eu era adolescente, eu já entendia quais eram os meus anseios quanto a minha carreira, e eu me inspirava em meu pai, mas sabia que não seria por meio da “magia” que eu alcançaria os meus objetivos. Era preciso suor, determinação e trabalho duro.

Durante meus estudos, desde a infância, eu ganhava prêmios de destaques na escola como resultado da minha dedicação, e a palavra que sempre me vem em mente quando me recordo do início da minha jornada profissional é resiliência. Apesar de eu ter as melhores notas, ganhando prêmios de melhor aluno, eu sentia que eu não era o mais inteligente ou o que tinha as melhores habilidades, mas, apoiado na postura de resiliência, eu tinha foco, dedicação e persistência.

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Faço parênteses agora, pois vimos e é sábido que existem alguns líderes e/ou empreendedores que construíram as suas carreiras já com uma base familiar bastante consolidada no mundo corporativo e no empreendedorismo e/ou intraempreendedorismo, enquanto outros precisaram aprender a empreender e a liderar enquanto realizavam-se enquanto gestores.

Já de antemão, ressalto que, o fato de eu ser atualmente CEO e empreendedor remete muito ao modo como eu recebi os incentivos corretos para estudar e me dedicar ao que correspondia com a minha personalidade e anseios, e embora eu tenha chegado no mais alto cargo da gestão, não quer dizer que cheguei ao fim dos meus investimentos na carreira. A minha jornada de aprendizagem é infinita, e esse pensamento, a figura de líder empreendedor deve ter em mente: “você nunca estará pronto!”.

Para se adotar uma mentalidade infinita, costumo trabalhar junto das equipes de colaboradores cinco práticas essenciais como líder empreendedor:

1) Trabalhamos por uma causa justa, ou seja, que faça sentido aquilo que acreditamos fazer e que corresponda com os nossos valores enquanto equipe e stakeholders.

2) Temos equipes de confiança, desse modo, colocamos as pessoas certas nos lugares certos e incentivamos uns aos outros de acordo com seus perfis profissionais ao se desenvolver no âmbito do hard skills e do soft skills.

3) Investigamos os rivais dignos – aqueles que também buscam se desenvolver eticamente – e então, trabalhamos para ser melhores do que eles quanto a alcançar e criar primeiro as tendências de mercado.

4) Nos preparamos para uma flexibilidade existencial, ou seja, sabemos trabalhar com as ferramentas corretas dentro da corporação.

5) Como líder empreendedor, demonstro e incentivo a coragem, que é real desde a minha adolescência, como citei. Sei que se eu estiver fazendo o meu melhor, não terei tempo para me preocupar com os fracassos, e isso desenvolvo junto de minhas equipes.

Enfim, essas cinco práticas essenciais, envolvem a necessidade da mentalidade infinita do líder empreendedor, reforçando a ideia de que o tempo todo no mundo dos negócios, precisamos “jogar”, e podendo optar por querer ou não entrar no jogo ou se queremos jogar com uma mentalidade finita ou infinita.

Se imagine tendo uma mentalidade finita, seria como se estivesse jogando um jogo de azar e a cada vitória, a cada objetivo alcançado liberasse em você uma carga de dopamina, te estimulando a jogar da mesma maneira, novamente, num próximo jogo.

No entanto, no mundo corporativo nem sempre o jogo é o mesmo e o líder empreendedor precisa compreender que terá que ter novas regras que venham de acordo com a complementaridade e sinergia dos seus negócios, seu pensamento deve ser infinito, embasado nessas cinco práticas essenciais junto de suas equipes.

Henrique Costa

Formado em Harvard, palestrante e autor de mais de dez livros, é CEO da Accell Solutions e conselheiro do InverGroup, holding de tecnologia e investimentos

Henrique Costa e Eryvelton Baldin

Assinado por Henrique Costa e Eyvelton Baldin, conteúdo sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo