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Editorial

Que façamos o melhor

Por Redação

31 dez 2020 às 10:50

A virada deste 2020 para 2021 não deve ser nada mais do que simbólica, dados os enormes desafios que já se apresentam para o início do próximo ano. Apesar de o mundo todo ter convivido com um período inédito de grande instabilidade social, econômica e política, no Brasil, há de se reconhecer que tais situações são potencializadas pelo comportamento da população e de seus líderes.

As comemorações do final de ano, que mandam às favas qualquer recomendação sanitária em pleno cenário de grave avanço da pandemia, são um exemplo.

O ano que se aproxima começa com grande expectativa pela vacina contra o coronavírus. Alvo de um impasse ideológico imbecil no Brasil, a imunização encontrou nesta semana uma dose de otimismo. O Ministério da Saúde divulgou com mais precisão o cronograma para dar início à vacinação. A previsão é de que a aplicação das vacinas comece entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro.

Ao mesmo tempo em que se aguarda um alento para a saúde, o brasileiro também espera alguma melhora no próprio bolso. O impacto da crise da Covid-19 na economia foi imenso, mas amenizado nos últimos meses com um retorno gradual das atividades e pelo auxílio emergencial do governo. Por outro lado, o fim do benefício deve lançar milhões de pessoas em uma situação de vulnerabilidade que talvez, até agora, não tenha se visto.

Infelizmente, não há como ignorar tamanha negatividade que este 2020 trouxe consigo. Em meio a tantas notícias ruins, há sempre a expectativa de que o outro lado, o lado bom, venha a tomar seu devido lugar.

A virada no calendário pode servir como um novo estímulo diante da realidade tão exaustiva e que parece não ir embora. No final das contas nada vai mudar se tal mudança não partir de nós mesmos. Este 2021 começa pior do que 2020, mas vai terminar melhor. Façamos o melhor.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.