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O Caixeiro Viajante

Quanto custa uma guerra?

Até agora, muitas vidas e enormes recursos financeiros foram perdidos

Por Oswaldo Nogueira

23 de junho de 2024, às 09h12

A indústria de armas norte-americana está em pleno desenvolvimento, gerando muitos empregos e nunca faturou tanto desde a 2ª Guerra Mundial. Atualmente, existem 10 conflitos acontecendo no mundo. O mais divulgado é o da Rússia contra a Ucrânia, uma guerra peculiar, pois foi acordado que a Rússia pode invadir a Ucrânia, mas esta, por sua vez, não pode invadir a Rússia, sob o receio de que a Rússia lance uma bomba nuclear sobre a Ucrânia.

Em Moscou, a vida segue normalmente, com restaurantes cheios e um desfile de modernos carros importados pelas ruas. Aparentemente, as pessoas não comentam sobre a guerra, pois todas as notícias são censuradas e falar sobre o conflito é proibido. Os brasileiros são muito bem recebidos por lá, desfrutando da simpatia do povo russo por não terem fornecido armas para a Ucrânia.

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A Ucrânia está conseguindo prorrogar a guerra há mais de dois anos, graças aos equipamentos militares fornecidos pelos Estados Unidos, como o míssil Patriot, que custa 800 mil dólares cada um e são lançados dezenas contra os tanques e aviões russos, causando grandes estragos devido a sua eficiência e extrema pontaria. A base de lançamentos desses mísseis custa 10 milhões de dólares. Sem eles, a Ucrânia já teria perdido a guerra.

O presidente Biden está pensando em utilizar o dinheiro bloqueado do fundo soberano russo, no valor de 330 bilhões de dólares, depositados em bancos americanos e europeus, para cobrir essas despesas. Ou seja, as bombas lançadas contra a Rússia seriam pagas por ela mesma. A Rússia afirmou que essa operação é criminosa e que a resposta seria muito dolorosa se seus ativos financeiros forem retirados pelos países do Ocidente.

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Segundo dados da BBC, 50 mil militares russos já foram mortos na Ucrânia, que alega que foram apenas 4 mil. A Ucrânia, por sua vez, diz que 31 mil soldados ucranianos foram mortos, enquanto o serviço de inteligência americana indica um número maior. A Ucrânia enfrenta uma escassez de soldados dispostos a lutar, pois a moral está baixa e muitos sentem que não podem vencer a guerra e, portanto, questionam a razão de lutar e morrer.

Até agora, muitas vidas e enormes recursos financeiros foram perdidos. Existem movimentos em alguns países europeus preocupados com a continuidade do fornecimento de armas à Ucrânia e temem que a guerra possa se expandir e atingir a Europa a qualquer momento. O ideal seria o recuo de ambos os países e a volta às negociações, mas isso parece longe de acontecer.

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Oswaldo Nogueira

Empresário e ex-vereador de Americana, escreve sobre temas do cotidiano com o objetivo de ser uma fonte de provocação e reflexão para os leitores; coluna quinzenal