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Cotidiano & Existência

Promessas de começo de ano

Por Gisela Breno

18 de janeiro de 2024, às 11h29 • Última atualização em 18 de janeiro de 2024, às 11h30

No início de cada ano, somos envolvidos por uma atmosfera de renovação e esperança. Nesses momentos mágicos, traçamos planos e promessas para os próximos doze meses. São compromissos que nascem do íntimo, carregados de sonhos e aspirações, como sementes plantadas no solo fértil da nossa determinação.

Prometemos a nós mesmos que faremos mudanças significativas em nossa vida, que abandonaremos hábitos indesejados e abraçaremos novas oportunidades.

No entanto, à medida que o tempo avança, essas promessas, muitas vezes, se deparam com desafios inesperados. A vida, por sua natureza imprevisível, nos testa e nos confronta, lançando sombras sobre o percurso que desejávamos percorrer. Surge a tentação de desistir, de deixar para trás as promessas feitas com tanto alento.

Nesses momentos, é preciso lembrar que as promessas não são apenas compromissos com o futuro, mas também com o nosso próprio ser. Elas refletem a crença em nossa capacidade de crescimento e transformação. Quando a jornada se torna árdua, é preciso olhar para essas promessas como faróis que nos guiam através das tempestades.

As promessas do começo do ano são como flores que precisam ser regadas com paciência e nutridas com autocompaixão, por isso devemos enxergar cada obstáculo como uma oportunidade de aprendizado. A vida, afinal, é uma caminhada de altos e baixos, e as promessas são como companheiras leais que nos lembram da nossa busca constante pela melhor versão de nós mesmos.

Elas não são correntes que nos aprisionam, mas sim asas que nos impulsionam na direção dos nossos sonhos mais autênticos.

Portanto, ao invés de vê-las como expectativas inatingíveis, abracemos a caminhada com coragem e perseverança, para que, ao final do ano, possamos olhar para trás com gratidão pelos caminhos percorridos e pela pessoa que nos tornamos.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.