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Editorial

Primeiras cifras

Por Redação

27 out 2020 às 08:39

O calendário das eleições municipais obriga todos os candidatos a informarem uma prestação de contas parcial das campanhas, que começaram há um mês. O prazo para se relatar a primeira parte da movimentação financeira do pleito deste ano se encerrou no último domingo. Em Americana, as cifras traçam um cenário de como a briga pela prefeitura tem se dado.

Conforme o LIBERAL mostra nesta edição, os candidatos Maria Giovana Fortunato (PDT) e Rafael Macris (PSDB) dominam a arrecadação e a aplicação de recursos na campanha. Cada um deles já soma receitas e despesas maiores do que todos os outros sete concorrentes juntos.

Os dois candidatos, os mais jovens na corrida ao governo, também investem com afinco na publicidade digital. Nos últimos anos, empresas como o Facebook e o Google têm se tornado os principais fornecedores das campanhas, recebendo dos candidatos pelo espaço que usam nas plataformas. Cinco concorrentes já patrocinaram algum tipo de conteúdo nas duas páginas.

O poderio do tucano e da pedetista, porém, encontra explicação nas receitas. A maior parte do dinheiro usado nas campanhas tem como origem as próprias siglas pelas quais concorrem, uma fonte de recurso que se tornou indispensável depois que a Justiça Eleitoral barrou as doações feitas por empresas.

Para o eleitor, os reflexos são uma exposição bem maior dos candidatos endinheirados dos que os que bancam os custos. A questão financeira das campanhas carrega ainda, obviamente, um desequilíbrio que pode ser fundamental para tornar um nome forte ou não para ser lembrado na hora do voto.A exposição exige

dos concorrentes conteúdo relevante. Deve o eleitor se convencer não pelas aparências, mas pelas ideias e propostas.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.