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Editorial

Prevenção ativa

Por Redação

19 nov 2020 às 08:43 • Última atualização 19 nov 2020 às 08:44

Um novo aumento de casos e mortes pela Covid-19 nos últimos dias deixa cidades e autoridades de saúde sob alerta de que, novamente, o sistema volte a ser pressionado pela demanda de pacientes contaminados. Nesta semana, o governo estadual admitiu um avanço de 18% nas internações pela doença.

O crescimento nos registros de infecção pelo novo coronavírus ocorre em um momento em que grande parte da população baixou a guarda. Este espaço já comentara, recentemente, sobre a necessidade de que, mesmo com a desaceleração da doença, era preciso manter os cuidados.

Hoje, porém, o que se vê é um relaxamento total. Nas ruas, já não é difícil de encontrar diversos grupos que ignoram o uso de máscara. Em estabelecimentos comerciais, as aglomerações ocorrem sem qualquer tentativa de evitá-las. E, em termos de fiscalização, há pouca efetividade ou até mesmo interesse em agir por parte dos responsáveis, ao menos publicamente.

Não se trata, portanto, de uma nova onda, mas de uma consequência do comportamento da população, bem definido pelo infectologista David Uip, do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado: “o cansaço venceu o medo”. Há tempos existe uma exaustão quanto às medidas restritivas. É realmente difícil a todos viver em isolamento ou sob cuidados que nunca fizeram parte da rotina do brasileiro.

Mas há algo em jogo que torna a atenção ao comportamento preventivo indiscutível e necessária: a vida. O mesmo momento que permite a flexibilização e a realização de atividades mais próximas da nossa rotina não exime os cidadãos da prevenção básica para um vírus que continua ativo.

Usar máscara e manter mãos higienizadas são tarefas básicas. Confraternizações numerosas devem ser evitadas. A solução seria uma inédita e ágil vacina. Até lá, vidas continuam se perdendo.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.