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Patrik Camargo Neves

Por que minha empresa não vai bem?

Esquece esse negócio de crise econômica. Você realmente já se questionou por que sua empresa não vai bem?

Por Patrik Camargo Neves

07 jun 2021 às 10:17 • Última atualização 07 jun 2021 às 10:28

Esquece esse negócio de crise econômica. E a não ser que sua empresa seja de um dos setores que tenham sido atingidos em cheio pela pandemia, como bar, restaurante, eventos, hotéis, aviação comercial e alguns outros, esqueça também a pandemia. É até gostoso ter algum macro ambiente para colocar a culpa, mas você e eu sabemos que não é isso.

Vamos pensar juntos, rapidinho: se sua empresa é uma indústria, você tem o melhor comprador, o melhor gerente ou head industrial, seu produto é incrível? Sua formação de preços está correta? Você realmente já entendeu onde estão seus custos, suas perdas, já mediu sua produtividade e conclui que ela está no nível máximo ou perto disso?

Por que minha empresa não vai bem? – Foto: Alexandre Bassora / Divulgação

Se sim para tudo, já olhou com atenção para sua estrutura comercial? Já analisou os canais de vendas, a relação com os clientes, já entendeu por que eles compram de você e não de outros fornecedores? Ou por que não compram? Já olhou para a sua entrega e entendeu a experiência do seu cliente? E o pós-vendas? As garantias? Já parou para pensar em como instituir receitas recorrentes? Vender mais para os mesmos clientes? Aliás, já entendeu quanto custa conquistar um novo cliente? Ou como conquistar Como alargar os caminhos de chegada dos clientes ao seu negócio e estreitar os caminhos de saída?

Está com tempo? Porque eu posso ficar te fazendo essas perguntas por várias horas. Há ainda muitas perguntas que precisam ser feitas e que você precisa responder com sinceridade, com coragem. E só depois de garantir para você mesmo, no seu coração, que você já fez tudo o que poderia ou deveria ser feito e mesmo assim seu negócio não está indo bem, mas realmente só depois disso, você tem o direito de colocar a culpa na economia, no governo, na pandemia. Não antes.

E se você não for indústria, for serviço ou comércio, as perguntas não são muito diferentes. Se você chegou até aqui neste texto, você já é capaz de adaptar as perguntas para o seu setor e vai concluir que ainda há muito a ser feito. Então, mãos à obra.

“Ah, mas eu não sei como fazer isso tudo”. Se você leu minha coluna da semana passada, você já deve estar se aconselhando com pessoas melhores que você. Se não leu, aproveite as maravilhas da tecnologia e da incrível facilidade que o LIBERAL te proporciona e faça aí uma busca. Você vai ler sobre a enorme importância de todos nós nos aconselharmos com pessoas melhores que a gente. E, se possível, ter pessoas melhores que nós trabalhando na nossa equipe.

No fundo, no fundo, tudo é gente. Sua empresa é feita de gente que vende para gente. Ninguém vende para máquina, ninguém proporciona experiências incríveis e inesquecíveis para robôs. Não importa a profundidade técnica do seu setor, se você é B2B na veia ou qualquer outra baboseira que se ouve por aí. Você vende para alguém, alguém toma a decisão de comprar seus produtos ou seus serviços. Falaremos mais disso tudo por aqui.

E o que isso tudo tem a ver com o direito, já que este colunista é um advogado? Nada. Mas hoje eu não estava a fim de falar sobre direito. 

Patrik Camargo Neves

Advogado de Americana, especialista em direito empresarial, aborda o cotidiano e os desafios de empreender em textos às segundas