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Editorial

O recuo e seus riscos

Por Redação

18 abr 2021 às 08:16

O anúncio do governo estadual, feito nesta sexta-feira, que flexibilizou outra vez a quarentena e as medidas de combate à pandemia do coronavírus, tem provocado divisões quanto à concordância de se afrouxar a contenção em meio a um cenário de leitos com alta ocupação e contágio em ritmo ainda preocupante.

Na edição deste sábado, duas especialistas ouvidas pelo LIBERAL foram claras em dizer que o momento está longe de ser o ideal para que a população retorne a uma rotina como a que se viu pouco antes do final do ano passado, quando os casos, mortes e internações tiveram uma recuada, no que seria identificado posteriormente como a baixa da primeira onda.

Acrescente-se à discussão de como lidar com a necessidade de conter o vírus o fator econômico, que, um ano após o início das restrições, tem pesado mais do que nunca na decisão da população de cumprir à risca o que pedem as autoridades de saúde. Uma simples observação pelas ruas constata que a atenção às regras estipuladas pelo governo estadual já não são tão aceitas. Pelo contrário: seu descumprimento é tolerado pela fiscalização.

O recuo do governo estadual da chamada fase emergencial para a de transição, mais uma criada, está claramente atrelado a uma pressão de setores que têm sofrido com as portas fechadas há mais de um mês pela nova onda de restrições rígidas. Fosse balizado totalmente pela ciência, não haveria ainda razão para colocar um sistema de saúde com alta ocupação à mercê de uma população que já demonstrou que não se comporta.

Há um grande risco de que a flexibilização possa levar a uma nova onda de contaminações a qual os hospitais talvez não tenham tempo suficiente para se recompor e absorver os novos doentes. As próximas semanas dirão se o cenário permanecerá trágico, algo que, ao que parece, infelizmente, parecemos nos acostumar.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.