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Editorial

O novo presidente

Por Redação

21 jan 2021 às 08:31

Joe Biden tomou posse nesta quarta-feira como o 46º presidente dos Estados Unidos. Após derrotar Donald Trump na conturbada eleição americana, em novembro, o democrata fez juramento em frente ao Congresso e assumiu o governo da nação mais poderosa do mundo ao lado de uma mulher, Kamala Harris.

A alternância de poder nos Estados Unidos é carregada de simbolismos e movimentos que mostram uma virada política e ideológica no comando do país, um farol à comunidade global. Enquanto presidente, Donald Trump ficou marcado pela intransigência, pela negação, pelos ataques e por promover a mentira, a desinformação e a divisão. Em um de seus últimos atos, ao insuflar apoiadores a invadirem o Congresso, deixou claro seu legado.

Biden se posta como o outro lado da moeda. Dele, se espera o devido cuidado a uma nação devastada pela pandemia, afetada economicamente, polarizada e sob ameaças de – quem diria – terroristas domésticos. Espera-se o restabelecimento de uma postura de governo que valoriza a democracia, o diálogo e o bom senso.

“Hoje celebramos o triunfo, não de um candidato, mas de uma causa. A causa da democracia”, discursou Biden. “Devemos acabar com esta guerra incivil que opõe o vermelho ao azul, o rural versus o urbano, o conservador versus o progressista. Podemos fazer isso se abrirmos nossas almas em vez de endurecer nossos corações”.

Em tempos tão difíceis, carece o mundo de lideranças que apregoam o discurso de união, totalmente oposto ao que se viu nos últimos quatro anos nos Estados Unidos e que, lamentavelmente, se assiste no Brasil, com o governo do presidente Bolsonaro – cujo clã tem justamente Donald Trump como ídolo. Que o novo presidente saiba guiar sua nação e que coopere, diante da relevância de seu cargo, para a prosperidade de toda a comunidade mundial. Que prefira a união à divisão.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.