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Editorial

O legado de Perugini

Por Redação

03 abr 2021 às 10:35 • Última atualização 05 abr 2021 às 09:09

Os últimos dois meses foram de grande angústia para Hortolândia. A internação do prefeito Angelo Perugini (PSD) no início de fevereiro, por conta de infecção pelo coronavírus, deixou a cidade em alerta.

Integrante do grupo de risco, pela idade – 65 anos – e por histórico de problemas cardíacos, o chefe do governo hortolandense logo foi levado de Campinas para São Paulo, numa internação que durou 59 dias e que, nesta quinta-feira, teve um infeliz desfecho.

A relevância de Perugini para o desenvolvimento de Hortolândia é notória e será sempre lembrada na história do município, que completa 30 anos de emancipação em maio. Com um trabalho com raízes em movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Perugini esteve à frente do comando do município na maior parte de sua existência: foram 16 anos no serviço público local.

Entre 1997 e 2000, o mineiro nascido em Jacutinga ocupou o posto de vice-prefeito, quando a cidade dava seus primeiros passos diante da independência administrativa. Quatro anos depois, Perugini se candidatou ao governo e se viu vitorioso. Foi eleito com 65% dos votos em 2004 para dar início, no ano seguinte, a uma gestão amparada pela administração petista, do correligionário Lula.

O período de bonança nacional, com avanços sociais e econômicos e marcado pelo investimento em áreas como habitação e infraestrutura, foi fundamental para que a passagem do então prefeito petista tivesse grande aprovação na cidade. A votação expressiva na reeleição em 2008 mostrou o que Hortolândia pensava de Perugini, que conquistou 78% dos votos válidos em um pleito com mais outros três candidatos.

Sob o comando de Perugini, o estigma de cidade marcada pela pobreza, pelas habitações precárias e pela violência passou a ser substituído pelo que caracterizava uma cidade exemplo de desenvolvimento no País, algo reconhecido nacionalmente. A instalação de grandes indústrias fez de Hortolândia uma das maiores arrecadadoras do interior paulista. Os avanços na gestão foram tão significativos que Perugini não teve dificuldades em eleger seu sucessor – Antonio Meira (PT), que governou entre 2013 e 2016.

Após o retorno em 2017, Perugini retomou o estilo de governo focado no social que sempre lhe acompanhou. Mesmo fora do PT, partido que o projetou, o político jamais deixou de ser atrelado à esquerda.

Ainda assim, diante de toda a aversão provocada pela onda bolsonarista e de direita dos últimos anos, Perugini iniciava em 2021 seu quarto mandato, após uma eleição em que teve 52% dos votos contra outros sete candidatos.

Hortolândia confiava em Perugini pelo que foi feito, um sentimento de gratidão e reconhecimento à dedicação pela cidade. Espera-se que tais conquistas e servidão à população, em suas carências mais fundamentais, como o acesso à renda, à saúde, à educação e à moradia, se tornem inspiração aos que o sucederem.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.