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Mulheres na política americanense

Por Augusto Périco

19 mar 2021 às 08:43

Passado o Dia Internacional da Mulher vale uma reflexão: apesar da inédita cota de 30% nas eleições proporcionais de 2020, o investimento em candidaturas femininas precisa ser mais desenvolvido e ampliado.

De forma inédita no município, Americana conta com três vereadoras eleitas. Dessas três, Leonora já havia sido vereadora por duas vezes (algo inédito), Nathália Camargo havia batido na trave nas eleições passadas, e a Professora Juliana já havia disputado as eleições do Conselho Tutelar.

Contudo, observando as candidaturas femininas de forma geral, a situação é um pouco preocupante. Contabilizando os 21 partidos que participaram das eleições municipais proporcionais em Americana, em 16 deles as mulheres foram as últimas colocadas, representando mais de 76%.

Como se não bastasse, apenas uma mulher foi eleita como 1º suplente, e apenas em um partido as mulheres foram maioria das candidatas.

Apesar disso, ter um majoritário feminino forte mostrou-se vantajoso para engajar mais candidaturas femininas. É o caso de Maria Giovana (PDT), que obteve quase 30 mil votos, e teve mulheres bem votadas na coligação “Você tem opção”, que uniu Rede, Patriotas e PDT.

A conclusão é que apenas completar as vagas obrigatórias não cria um ambiente de igualdade de gênero. A mulher que pretende entrar na vida política enfrenta um ambiente machista e desmotivador, mesmo que indiretamente. Os partidos precisam investir efetivamente em candidaturas femininas, com mais recursos e formação política adequada. A igualdade precisa ser formal e material!

Augusto Périco é estudante de Direito na Fundação Getúlio Vargas

Colaboração

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