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Editorial

Lente de aumento nos gastos

Por Redação

28 de julho de 2020, às 08h03

Não é difícil entender que o contexto trazido por uma pandemia, como a do novo coronavírus (Covid-19), inevitavelmente acarreta no despendimento de valores para o custeio de ações emergenciais de saúde e logística. Ainda mais com o consequente estado de calamidade pública provocado pela pandemia. Assim como também é compreensível esperar que esse cenário não seja interpretado como um salvo-conduto para manejar o dinheiro público sem critério e sem a busca pelas condições que melhor se apresentem ao orçamento do poder responsável.

Nesse cenário, é salutar ter acesso a ferramentas como o monitoramento desenvolvido pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) por meio do Painel Covid-19, que fornece dados como os apresentados pelo LIBERAL na edição do último domingo. Por meio da plataforma, foi possível apurar que até junho as prefeituras das cinco cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) desembolsaram R$ 24,6 milhões no combate à proliferação da doença.

O painel detalha os recursos recebidos pelos municípios a partir de ações dos governos estadual e federal, os valores previstos e os efetivamente pagos, além de uma categoria que recebe os holofotes, que é a da dispensa de licitação, viabilizada para oferecer agilidade às ações diante do caráter de excepcionalidade.

E nesse aspecto, ganha pontos a atuação apresentada nos números por Americana, a cidade que efetivamente menos gastou com dispensa de licitação, até junho, entre todas as integrantes da RPT: R$ 724 mil. Que a lupa colocada pelo TCE-SP em cima dos números e o próprio bom senso dos gestores públicos sirvam como colaboração para que também não seja criada uma outra “pandemia”, esta nos já combalidos caixas dos municípios.

O Liberal

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