13 de julho de 2024 Atualizado 07:46

Notícias em Americana e região

8 de Agosto de 2019 Grupo Liberal Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Artigos de leitores

Getúlio Vargas foi esfinge ou mito?

Por João Tavares

05 de setembro de 2023, às 10h05

No túnel do tempo já se passarem mais de 69 anos. No dia 24 de agosto de 1954, ele “resolveu sair da vida para entrar na história do Brasil”. Deixou uma carta testamento para ajudar a interpretarem o seu gesto. Getúlio Vargas deixou uma bela frase e uma das maiores comoções populares. Não era necessário o tiro, ele já havia marcado sua presença, quando exercera a presidência de 1930 a1945, como ditador, e de 1950 a 1954, retornando ao poder pelo voto. Foi a maneira mais forte e marcial que escolheu para interferir na vida nacional. A herança política de Getúlio foi a lei do salário mínimo, CLT e legislação sindical. Criou a Eletrobras e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), na década de 50.

No plano econômico, decretou a intervenção estatal, monopólio do petróleo e da energia elétrica. Sempre foi ditador, queria o poder pelo poder, convencido de que só deixaria o cargo morto.

Entre 1937 e 1945, Getúlio fecho o Congresso e proclamou o estado totalitário, com censura, repressão, tortura e prisões. Manipulação da opinião pública, pelas rádios, jornais, filmes, fotografias e culto à personalidade do ditador. Ele não resistiu ao furacão institucional, que se seguiu ao atentado da Rua Toneleros contra o jornalista Carlos Lacerda e tiros que vitimaram o major Rubens Vaz, da Aeronáutica.

Houve uma tensa reunião com seus ministros, no Palácio do Catete, no Rio, que terminou às 5 horas. Às 8h25 um único tiro foi ouvido do seu aposento.

A morte de Vargas teve efeito devastador. Imobilizou os que conspiravam contra, fez dele a esfinge, que devorou muitos. Seu legado de autoritarismo e democracia, ainda sobrevive. A esfinge, ao contrário do mito, não pode ter seus segredos revelados. As semelhanças hoje podem ser meras coincidências, com narrativas a favor ou contra, pelas mídias e redes sociais? 

João Tavares
Aposentado

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos para o e-mail opiniao@liberal.com.br.