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Estúdio 52

‘What If…?’ surpreende com roteiros criativos e mostra nova rota para o MCU

Primeira experiência no mundo das animações deu muito certo; veja a crítica da temporada encerrada nesta quarta-feira (6)

Por Rodrigo Alonso

07 out 2021 às 13:06 • Última atualização 07 out 2021 às 15:26

Seriado transita por realidades alternativas dos personagens da Marvel – Foto: Divulgação / Disney

Quando foi anunciada uma série animada com universos alternativos do MCU (sigla em inglês para Universo Cinematográfico Marvel), pensei que essas realidades paralelas despertariam pouco ou nenhum apelo.

Afinal, se o universo que conhecíamos estava indo tão bem nos cinemas, por que diabos explorar histórias que – pelo menos, a princípio – não dão continuidade aos filmes já produzidos?

Para a minha sorte, eu estava equivocado. No final das contas, “What If…?” excedeu as expectativas ao apresentar roteiros criativos e que conseguem prender a atenção.

O seriado, que teve a primeira temporada encerrada nesta quarta-feira (6), também mostra um novo caminho a ser explorado pela MCU: o das animações.

Ficou claro que os roteiristas ainda podem aproveitar personagens memoráveis como Capitão América e Homem de Ferro, mesmo sem terem Chris Evans e Robert Downey Jr. à disposição para os papéis, por exemplo.

Pode-se dizer que a experiência do “What If…?”, primeira animação do MCU, deu muito certo. Nem todos os nove episódios da primeira temporada mantêm um nível de excelência. Alguns são até meio “forçados”. Porém, boa parte é digna de aplausos.

Cito, aqui, o quarto capítulo: “E se… O Doutor Estranho perdesse seu coração em vez das mãos?”. Esse episódio prova que, apesar de se tratar de uma animação, a produção não está nem um pouco preocupada em aliviar na dramaticidade.

Com um enredo emocionante e instigante, o capítulo expõe o potencial destrutivo de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) e se coloca como uma das melhores obras já feitas dentro do MCU.

Episódio do Doutor Estranho é uma das melhores obras já feitas no MCU – Foto: Divulgação / Disney

Também vale destacar o segundo episódio: “E se… T’Challa se tornasse o Senhor das Estrelas?”, que faz uma reviravolta gigantesca e extremamente engenhosa na história dos cinemas.

Por outro lado, a série peca na falta de contexto e “força a barra” nos capítulos “E se… zumbis!?” e “E se… Thor fosse filho único?”. A primeira temporada também termina de uma forma bem simplista. No entanto, isso não chega a comprometer a qualidade do seriado.

Paralelamente, “What… If?” acerta a mão ao resgatar personagens que, de certa forma, estavam esquecidos ou que poderiam ter sido melhores trabalhados nos filmes, como Ultron. O vilão do segundo filme dos Vingadores, inclusive, fica ainda mais interessante no seriado.

Todo esse sucesso traz ainda mais expectativa para a segunda temporada, já confirmada pela produção, mas sem data definida para estrear. Que venham novas histórias!

Nota: 4 de 5

Rodrigo Alonso

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde 2017. É “fifeiro” desde criança e, se puder, passa horas falando de filme e série, então nada melhor do que unir o útil ao agradável.

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Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.