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Estúdio 52

Veja o que esperar do Globo de Ouro 2021

Selecionamos sete categorias e elegemos o favorito para vencer cada uma delas; premiação acontece neste domingo (28)

Por André Rossi / Rodrigo Alonso

28 fev 2021 às 09:27

Após um ano completamente atípico, enfim, um momento de protagonismo para o cinema. Lançamentos e filmagens foram adiados devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mas algumas produções “sobreviveram” a essa crise e estarão em evidência neste domingo (28), no Globo de Ouro 2021.

E o Estúdio 52, é claro, não poderia ficar de fora dessa festa. Como forma de aquecimento, separamos sete categorias e elegemos o favorito para vencer cada uma delas.

Aliás, você pode conferir, neste link, todos os concorrentes ao prêmio. E, aqui, saiba onde assistir aos filmes indicados. Vale lembrar que o Globo de Ouro também inclui seriados, diferente do Oscar. No Brasil, a premiação será transmitida pelo canal TNT, a partir das 22 horas.

Agora, senta que lá vem palpite – todos acompanhados de uma justificativa.

Se “Nomadland” ganhar como melhor filme, será por causa de sua ousada proposta – Foto: Reprodução

Melhor filme – Drama
Palpite: Nomadland

Se “Nomadland” ganhar, será mais pela proposta do que pela história em si. Mesmo assim, deve vencer. É um filme que cheira a prêmio. Inclusive, já acumula alguns, como o Leão de Ouro, de Veneza.

Entre os pontos positivos, está a excelente atuação (mais uma) de Frances McDormand, dona de duas estatuetas do Oscar – foi premiada em 1997, por “Fargo”, e 2018, por “Três Anúncios para um Crime”. Ela interpreta a viúva Fern.

Forçada a deixar sua cidade após o fechamento de uma empresa local, a protagonista passa a morar num trailer e viver como nômade. Em sua trajetória, aparecem personagens reais, que levam a vida da mesma forma. A obra, então, une realidade à ficção. Parece até mesmo um documentário. Por outro lado, a falta de reviravoltas pode ser vista como um ponto negativo.

Filme com maior número de indicações, com seis, “Mank” também aparenta ter boas chances de vitória nessa categoria.

Não há dúvidas: “Hamilton” vai vencer como melhor filme musical ou de comédia – Foto: Reprodução

Melhor filme – Musical ou comédia
Palpite: Hamilton

Não existe nenhuma dúvida: “Hamilton” já é o campeão. Falamos recentemente sobre o musical aqui no blog e explicamos todos os fatores que o tornam um fenômeno.

Entre os concorrentes, “Borat: Fita de Cinema Seguinte” seria uma segunda força, mas sem chances de disputar seriamente. Já o excelente “Palm Springs” sofreu com problemas de distribuição e não foi tão apreciado quanto deveria.

Agora, “Music” e “A Festa de Formatura” são obras medianas e que, francamente, parecem só ocupar espaço para fingir que existe concorrência. Mesmo sendo uma peça filmada em sua essência, “Hamilton” é merecedor do prêmio por todo o trabalho feito para que a experiência funcionasse como filme.

É fácil apostar que a diretora Chloé Zhao (à esquerda), de “Nomadland”, vencerá – Foto: Reprodução

Melhor direção
Palpite: Chloé Zhao (Nomadland)

Esta é, provavelmente, a categoria mais difícil de prever. Logo de cara, é fácil apostar que a diretora Chloé Zhao, de “Nomadland”, ficará com o prêmio. Isso porque o filme foi o que mais repercutiu na sociedade americana por, em tese, questionar os padrões considerados “ideais” para uma vida feliz nos EUA.

Portanto, o palpite em Chloé leva em consideração a recepção positiva de público e crítica e, evidentemente, o bom trabalho executado. Mas não seria surpresa para ninguém se David Fincher vencesse com o seu “Mank”.

O que joga contra o diretor é que o filme não foi tão bem recebido quanto se esperava. Demasiadamente longo, a obra nem arranha os padrões de “Cidadão Kane” e toma decisões que podem ser consideradas revisionistas. No entanto, há de se reconhecer o estupendo trabalho de direção.

Quase correndo por fora, Regina King seria merecedora do prêmio com o excelente “Uma Noite em Miami”. O desafio era gigante, mas ela conseguiu entregar um filme épico (leia a crítica aqui). Diminui sua chance o fato de não ter conseguido a indicação para melhor filme, o que acaba influenciando alguns votantes.

Viola Davis leva ligeira vantagem por trabalhar num filme que prioriza monólogos – Foto: Reprodução

Melhor atriz de filme – Drama
Palpite: Viola Davis (A Voz Suprema do Blues)

Eis uma categoria de peso. Nenhuma das indicadas fez um trabalho só “ok”. O problema é que apenas uma pode vencer.

Viola Davis leva ligeira vantagem, novamente, porque a “A Voz Suprema do Blues” prioriza os monólogos, o que é um prato cheio para qualquer bom ator brilhar.

Não muito atrás, temos Frances McDormand em mais um grande papel. Em “Nomadland”, a premiada atriz entrega uma interpretação mais intimista e menos enérgica do que estamos acostumados. Carey Mulligan também pode surpreender, já que executou um intrigante estudo de personagem em “Bela Vingança”.

E seria justo afirmar que Vanessa Kirby em “Pieces of a Woman” não fica devendo em nada para suas concorrentes. Entretanto, no fim, a força da atuação de Viola Davis deve arrebatar o Globo de Ouro.

Falecido, Boseman estava em ascensão na carreira, e sua atuação é uma prova disso – Foto: Reprodução

Melhor ator de filme – Drama
Palpite: Chadwick Boseman (A Voz Suprema do Blues)

A morte de Chadwick Boseman no ano passado, aos 43 anos, chocou Hollywood. Praticamente ninguém sabia de sua luta contra o câncer, o que fez com que a despedida fosse abrupta. Porém, não podemos cair na narrativa enganosa – e até maldosa – de que ele foi indicado porque morreu.

Boseman estava em ascensão e sua atuação em “A Voz Suprema do Blues” prova isso. O aspecto teatral do filme valoriza demais os monólogos do músico Levee, permitindo que o ator entregue uma grande variedade de emoções. Trata-se de uma interpretação de muita potência.

Entretanto, não seria uma surpresa se Riz Ahmed fosse reconhecido por seu primoroso trabalho em “O Som do Silêncio”. Se houver alguma disputa, será entre os dois.

“Mank”, da Netflix, se destaca por ter vários elementos que se encaixam na narrativa – Foto: Reprodução

Melhor roteiro
Palpite: Jack Fincher (Mank)

“Mank” atrai interesse simplesmente por contar os bastidores de “Cidadão Kane (1941)”, um dos maiores sucessos da história do cinema. Mas o filme indicado ao Globo de Ouro 2021 vai além.

A obra intercala dois momentos da vida do roteirista Herman J. Mankiewicz, o Mank (Gary Oldman). Mostra o “presente”, com o personagem confinado numa casa para se concentrar apenas na montagem do roteiro. E também narra o passado, com foco na relação entre ele e William Randolph Hearst (Charles Dance), magnata que inspirou o protagonista de “Cidadão Kane”.

No meio disso, “Mank” também destaca o contexto histórico da época, de quando o fantasma do comunismo assombrava a alta classe nos Estados Unidos, assunto que permanece atual. Todos esses elementos se encaixam e devem levar o longa ao prêmio de melhor roteiro.

Apesar de ser um tanto superficial ao retratar os personagens, “Os 7 de Chicago” corre por fora na disputa pelo prêmio.

“Soul” gerou maior apelo e aparece como o principal favorito entre as animações – Foto: Reprodução

Melhor animação
Palpite: Soul

Três filmes aparecem com mais força na disputa pelo prêmio de melhor animação: “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, “Soul” e “Wolfwalkers”.

No entanto, “Soul” surge como o principal favorito, até por ter gerado maior apelo. A obra caiu no gosto do público ao trazer uma reflexão sobre os propósitos da vida e também, é claro, por carregar toda a qualidade da Disney/Pixar.

Mesmo assim, não podemos descartar a possibilidade de uma zebra. Menos conhecido, “Wolfwalkers” pode surpreender e levar o prêmio. Com um tom mais crítico do que os demais concorrentes, o longa aborda a luta do homem contra a natureza sob a ótica de duas crianças e se destaca pelo enredo.

Também no páreo, “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” faz uma ótima mistura de drama com humor, mas causa menos impacto do que os outros dois concorrentes citados.

André Rossi

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde janeiro de 2019. Sempre em conflito por não saber o que priorizar: a eterna lista de filmes que só aumenta, as séries pendentes que não dão descanso, ou o backlog de RPG’s que nunca termina.

Rodrigo Alonso

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde 2017. É “fifeiro” desde criança e, se puder, passa horas falando de filme e série, então nada melhor do que unir o útil ao agradável.

Estúdio 52

Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.