29 de julho de 2021 Atualizado 08:39

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Estúdio 52

Origem dos novos super soldados e reencontros marcam 3º episódio de ‘Falcão e o Soldado Invernal’

Com apenas mais três capítulos por vir, "Falcão e o Soldado Invernal" parece ter muito conteúdo a ser abordado

Por

02 abr 2021 às 12:19

Dando sequência ao gancho deixado no capítulo anterior, o terceiro episódio da minissérie “Falcão e o Soldado Invernal” não perdeu tempo e já introduziu o Barão Zemo na trama. Porém, esse não foi o único retorno importante do terceiro episódio, lançado nesta sexta-feira (2) pela Disney+.

Segredos sobre a origem dos novos super soldados foram revelados e uma ilha importante dos quadrinhos finalmente deu as caras no MCU (Universo Cinematográfico Marvel). Sem mais delongas, vamos aos spoilers.

Bucky, Zemo e Sam: aliança improvável – Foto: Divulgação

Desesperados por pistas que os levem até a organização rebelde Apátridas, Sam e Bucky visitam Zemo em uma cadeia na Alemanha. Sem consultar a opinião do colega previamente, o Soldado Invernal arma para que Zemo consiga fugir da prisão e, assim, possa ajudá-los na missão.

A partir daí, o que se vê é um trio de atores afiadíssimos no humor. É impressionante como a série tem conseguido equilibrar cenas de ação com piadas, podendo virar a chave e se tornar dramática na mesma sequência. Tudo isso sem soar cafona.

É natural que algumas pessoas possam se incomodar com esse tom, no entanto. Causa um pouco de estranheza ver Barão Zemo, aquele personagem totalmente angustiado e de semblante fechado em “Capitão América: Guerra Civil”, simplesmente dançando numa balada.

Ao mesmo tempo, é incrível o modo como a Marvel consegue humanizar os personagens. Daniel Brühl retornou para reprisar seu papel como Zemo e, assim como deu conta do recado no filme de 2016, se mostrou o ator certo para os momentos descontraídos que o episódio exigiu.

Zemo na balada: por essa ninguém esperava – Foto: Divulgação

Mas voltemos para a trama. Em busca de pistas, o trio viaja até Madripoor. Localizada no sudeste asiático, a ilha é conhecido dos fãs de quadrinhos por ser, basicamente, um retiro para bandidos, trambiqueiros e pessoas que não querem ser encontradas. Ela foi palco de diversas histórias dos X-Men e serviu de base para Nick Fury.

É em Madripoor que os heróis reencontram a agente Sharon Carter (Emily Vancamp). Diferentemente de Sam, ela não foi perdoada pelos “crimes” cometidos pelo grupo de Steve Rogers em “Guerra Civil” e continua isolada. Para trazê-la para a missão, Sam promete que irá ajudá-la a limpar seu nome.

Por mais que Zemo tenha momentos hilários, quem rouba a cena é Sharon, protagonizando as melhores cenas de luta do episódio. Apesar do escopo menor quando comparado aos dois primeiros capítulos, as coreografias são muito bem executadas, recuperando a ação mais “pé no chão” dos filmes de espionagem.

Sem sequências mirabolantes de ação, episódio foca na pancadaria corpo a corpo – Foto: Divulgação

O grupo consegue chegar até Wilfried Nagel, responsável por recriar o soro do super soldados e que estava escondido em Madripoor. Novamente, o MCU se mostra coeso e justifica porque esse segredo só veio à tona agora: o cientista foi evaporado pelo estar de dedos de Thanos, bem quando havia descoberto como replicar a fórmula.

Depois do “blip”, Nagel retomou seu projeto a pedido do Mercador do Poder, vilão que ainda não deu as caras na série. Também é revelado que o cientista utilizou no experimento o sangue de Isaiah Bradley, único afro-americano que sobreviveu aos testes com o soro original e que conhecemos no episódio passado.

No entanto, o novo soro acabou roubado pelos Apátridas, que levaram 20 frascos. Ou seja, é possível que o grupo seja maior do que aquele que vimos até o momento.

O episódio também tenta estabelecer as motivações dos Apátridas, abordando temas ligados aos refugiados. No entanto, os métodos de sua líder Karli Morgenthau se mostram extremamente questionáveis, já que que ela acredita que seus inimigos só entendem uma língua: violência.

Karli Morgenthau tem boas motivações, mas segue um caminho complicado – Foto: Divulgação

Outros bons momentos desse terceiro episódio envolvem Zemo usando sua máscara, algo que ainda não tinha acontecido no MCU, e matando Nagel. O personagem pode até estar mais descontraído, mas segue em sua “missão” de impedir a existência de super soldados.

Ao final do episódio, uma grande surpresa. Bucky identifica que estão sendo seguidos e encontra nada mais, nada menos do que uma Dora Milaje, integrante do exército de mulheres de Wakanda. A guerreira revela que está atrás de Zemo, já que ele foi responsável pela morte do rei T’Chaka em “Guerra Civil”.

Presença de Dora Milaje aprofunda consequências de “Guerra Civil” – Foto: Divulgação

Com apenas mais três capítulos por vir, “Falcão e o Soldado Invernal” parece ter muito conteúdo a ser abordado. Assim como aconteceu com “WandaVision”, é fácil apostar que teremos várias pontas soltas para os próximos filmes do MCU.

André Rossi

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde janeiro de 2019. Sempre em conflito por não saber o que priorizar: a eterna lista de filmes que só aumenta, as séries pendentes que não dão descanso, ou o backlog de RPG’s que nunca termina.

Estúdio 52

Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.