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Estúdio 52

‘Drive My Car’ leva todas em Oscar japonês e é forte concorrente a ‘Filme Estrangeiro’ da Academia

Filme de Ryusuke Hamaguchi levou todos os oito prêmios em que concorreu no Japan Academy Film Prize

Por Maíra Torres

24 de março de 2022, às 14h26 • Última atualização em 24 de março de 2022, às 14h28

“Drive My Car” é o único filme estrangeiro a concorrer à categoria de “Melhor Filme” ao Oscar 2022. Isso, por si só, já é um indicativo de que ele é um forte concorrente a vencedor da categoria de “Melhor Filme Estrangeiro”. Outro ponto que vem pra somar à avaliação dos jurados da Academia é que ele saiu como o maior ganhador do “Japan Academy Film Prize”.

Metalinguagem do filme brinca com o personagem principal, é um ator de teatro – Foto:

“Drive My Car” levou as oito categorias às quais concorreu: Picture of the Year, Director of the Year, Screenplay of the Year, Best Actor, Outstanding Achievement in Cinematography, Outstanding Achievement in Lighting Direction, Outstanding Achievement in Sound Recording e Outstanding Achievement in Film Editing.

Ou seja, entre os cinco filmes indicados, todos japoneses, o de Ryusuke Hamaguchi levou a melhor em termos de melhor filme, diretor, roteiro, ator, fotografia, direção de luz, captação de som e edição.

Hamaguchi, aliás, concorre também a melhor diretor no Oscar 2022, em meio a Jane Campion (Ataque dos cães), Steven Spielberg (Amor, sublime amor), Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza) e Kenneth Branagh (Belfast).

O longa japonês também concorre a “Melhor Roteiro Adaptado”, junto com “No Ritmo do Coração”, “Não olhe para cima”, “King Richard: criando campeãs”, “Licorice pizza” e “A pior pessoa do mundo”.

Toda a reflexão importante acontece dentro de um Saab 900 – Foto:

Na trama de “Drive My Car”, vemos o ator e encenador, Yusuke Kafuku, descobrir que tem um problema na vista (e no casamento) que o impossibilita de dirigir – o que é algo que muda sua relação com o próprio carro, que vira, muitas vezes, seu espaço para treinar suas falas de teatro. Ele, então, contrata Misaki para dirigir para ele.

Nesse contexto, Kafuku é convidado a interpretar o Tio Vânia de Tchécov num festival de teatro em Hiroshima. É no carro em que se desloca que se aproxima de Misaki e confronta-se com o passado e o mistério sobre a sua mulher, Oto, que lhe escondeu um segredo.

O filme está disponível em algumas sessões dos cinemas de São Paulo, capital, e deve chegar à plataforma Mubi, de streaming, em 1º de abril.

Maíra Torres

Repórter do Liberal, produtora do Gold Morning e apresentadora do Resumo Gold na FM Gold. Entusiasta de animações desde que aprendeu a abrir os olhos e otaku recém-nascida. A doida que assiste três filmes seguidos no cinema.

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