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Estúdio 52

De graça na PSN Plus, Control é intrigante, mas exige paciência

Jogo da Remedy Entertainment e 505 Games aposta no paranormal e mescla mecânica de jogos de tiro com superpoderes

Por Luciano Bianco

07 fev 2021 às 12:26 • Última atualização 08 fev 2021 às 10:41

Todo começo de mês aqueles que assinam a PSN Plus possuem a opção de baixar dois jogos selecionados pela empresa de forma gratuita. Nem sempre são jogos que estão na lista de desejos dos consumidores, mas, muitas vezes, são aqueles que a empresa sabe que pode agradar ao público. Esse mês de fevereiro não foi diferente.

No dia 2 foram disponibilizados Destruction AllStars, exclusivo para o recém lançado PlayStation 5, Control Ultimate Edition para os PlayStation 4 e 5, além de Concrete Genie só para PS4.

Dentre os três, o que mais chama a atenção é Control, tido por muitos como um dos melhores jogos de 2019, chegando a concorrer em oito categorias no The Game Awards, perdendo em número de indicações apenas para Death Stranding, que concorreu em nove categorias.

É incrível a forma como aos poucos, o jogo vai traçando a personalidade de Jesse Faden – Foto: Divulgação

Premiações à parte, o que vale mesmo é a jogabilidade e, desde que foi liberado no começo do mês, passei a jogar para trazer mais detalhes desse game “esquisito” que prende toda atenção de quem está jogando.

Sim, o termo escolhido para descrever o jogo não poderia ser outro a não ser esquisito, pois desde o início traz certo desconforto a quem está jogando, uma vez que você é inserido em um cenário com poucas explicações e muito conteúdo visual que te deixa intrigado.

A limitação de informações é proposital e, por isso, o jogo exige um pouco de paciência para atrair o gosto pela jogabilidade. Com cenários confusos e mecânica incrível, o jogo vai cativando aos poucos aqueles que se arriscam a tentar entender um pouco do que acontece na Oldest House, a sede do Departamento Federal de Controle, uma casa que fica em Nova York, mas que só pode ser encontrada por aqueles que a procuram, uma vez que ela conecta a realidade a diversas outras dimensões.

Oldest House, além de conectar a realidade à outras dimensões, também muda de formato e parece não ter fim – Foto: Divulgação

É nesse cenário que a protagonista Jesse Faden é inserida. Sem saber direito como chegou ao local, ela encontra um prédio “vazio”, se não fossem os funcionários suspensos no ar, como se estivessem levitando inconscientes. Seu único objetivo inicial é encontrar o irmão que foi levado pelo departamento 17 anos atrás, mas logo de cara percebe que aquele não é um lugar comum. Sua participação em toda loucura que é a Oldes House começa quando, tentando encontrar alguém que pudesse explicar o que está acontecendo, esbarra com o corpo do diretor do departamento morto e uma arma ao lado.

Não, o texto não terá spoilers, mas algumas informações são importantes, então explicarei apenas o conteúdo inicial.

A arma encontrada por Jesse é um Objeto de Poder. Assim que Jesse encontra o corpo e pega a arma, ela automaticamente se torna diretora do departamento, sem nem saber o que está acontecendo ou até mesmo onde realmente está se enfiando.

O jogo traz diversos itens, como a própria arma, que são chamados de Objeto de Poder. Em posse deles, Jesse passa a adquirir superpoderes, como telecinése, levitar, entre outros. A arma do jogo é interessante, pois, apesar de você ter apenas uma, ela muda de forma de acordo com o gosto do jogador, podendo agir como uma pistola comum, metralhadora ou até mesmo lança granadas.

Essa mecânica de alternar o combate entre diferentes formas de disparos, defesa e poderes é um dos maiores atrativos do jogo. Pode te confundir no começo, mas a ideia de adquirir aos poucos cada poder ou melhoria de arma facilita essa dinâmica. Esse é um dos principais pontos positivos do jogo, além do cenário e um vilão sobrenatural apresentado como Ruído, que manipula tanto o ambiente como os funcionários do local e criaturas de outras dimensões que tentam barrar o progresso de Jesse.

É possível costumizar a arma do jogo para cada tipo de combate e, com itens encontrados, melhorar o desempenho dela – Foto: Divulgação

Infelizmente, nem tudo é maravilha em Control. Apesar de agradar muito com seu visual e jogabilidade, ele tem alguns contras, que exigem muita paciência de quem está jogando.

Jesse tem uma grade de upgrade de habilidades, mas os pontos são adquiridos apenas cumprindo missões e não derrotando inimigos, o que não seria nenhum problema se não fosse a quantidade maçante de lutas desnecessárias que você tem pelo jogo.

Como o cenário é bem confuso, você passa repetidas vezes pelos mesmos setores que funcionam na forma de respawn, então sempre que passar por algum lugar já visitado você terá novos inimigos – acredite, você passará diversas vezes pelos mesmos corredores e salas. Além disso, a diversidade de tipos de inimigos é bem limitada, tornando os combates repetitivos e enjoativos.

O jogo trabalha com muita informação que não pode ser inserida espontaneamente, então abusa na quantidade de documentos, gravações e vídeos que Jesse encontra pela frente. Não é preciso ler tudo ou acompanhar tudo, mas os itens dão dicas do que fazer, como fazer e situa cada vez mais a Jesse no cenário em que ela está inserida. Apesar da grande quantidade de documentos, eles até que são úteis; os vídeos encenados por fantoches dão certo desconforto, mas valem a pena.

E para fechar, mais um atrativo do jogo são os enigmas apresentados nas salas dimensionais ao longo do game. Não é algo difícil de solucionar, mas força você a prestar atenção em detalhes, o que demostra o trabalho da produtora.

Não é preciso muito tempo de jogo para fechar. Ele é teoricamente curto, com poucas missões secundárias, mas com algum grau de dificuldade pode te render boas horas na frente da TV. Apesar de alguns percalços no caminho de Jesse, vale a pena conferir.

Nota: 3,5 de 5,0

Luciano Bianco

Editor do LIBERAL, está no grupo desde 2006.
Acumula cada vez mais horas com games, fã de séries, filmes e Star Wars (esse último precisa de uma categoria à parte). Vive o eterno dilema de ver mais um episódio ou dormir.

Estúdio 52

Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.