19 de abril de 2021 Atualizado 22:39

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Estúdio 52

‘Animal Crossing New Horizons’: um ano depois

Quinto jogo da série principal da franquia completa um ano neste sábado com comunidade engajada e recorde de vendas

Por André Rossi

20 mar 2021 às 18:31 • Última atualização 20 mar 2021 às 18:41

Pouco antes do novo coronavírus (Covid-19) estourar a nível global, “Animal Crossing: New Horizons” foi lançado para Nintendo Switch em 20 de março de 2020. Com o impacto da pandemia e o isolamento social, o jogo foi um catalizador de boas energias e escapismo em meio a tempos tão difíceis.

“New Horizons” é o segundo jogo mais vendido do Switch, com 22,4 milhões de cópias – Foto: Divulgação

Um ano depois, o quinto jogo da série principal da franquia segue batendo recordes de vendas. São 22,4 milhões de unidades no mundo todo, o que o coloca como segundo jogo mais vendido do Switch, atrás apenas de “Mario Kart 8 Deluxe”, com 26,74 milhões de cópias.

Além de sucesso de público, “New Horizons” arrebatou os críticos. A média no Metacritic é de 90%.

Apesar de todos esses indicadores, ainda é comum encontrar pessoas que nunca ouviram falar de Animal Crossing, ou que simplesmente não entendem como um jogo de “fazendinha” – que ele não é – pode ser tão popular. Então, qual é o segredo da franquia?

O principal diferencial de Animal Crossing, que pode soar um tanto absurdo para alguns públicos, é que não existe um objetivo clássico no jogo. Não há como zerá-lo.

O jogador acabou de se mudar para uma ilha distante, habitada por animais antropomórficos, chamados de “villagers”. Ursos, patos, avestruzes, coelhos e outros bichos podem viver no local e se tornarem seus amigos.

Boa parte da diversão de “New Horizons” – e que alcançou outro nível em comparação aos jogos anteriores – é que praticamente tudo na ilha pode ser personalizado. A começar pela infraestrutura. É possível terraformar qualquer região para abrigar o que a sua imaginação permitir.

Centenas de itens podem ser comprados para decorar a ilha. Quer construir um campo de futebol ou uma quadra de basquete? É possível.

Que tal recriar o cenário de algum outro game, como os clássicos “Pokémon Gold/Silver”? Também dá!

Personalização permite até replicar o visual de outros jogos – Foto: Divulgação

A casa do personagem também é completamente customizável e pode ser ampliada. Para isso, é necessário contratar os serviços do Tom Nook, um guaxinim que atua praticamente como administrador da ilha.

Para ganhar dinheiro e pagar pelas expansões, é possível pescar peixes, capturar insetos, apanhar frutas e vender tudo isso na loja da cidade. Uma infinidade de itens cosméticos também podem ser adquiridos, com diversas roupas e acessórios.

Qualidade de vida

Você pode estar se perguntando: “tá, mas qual é o lance desse jogo?”.

O lance é ter um ambiente livre de estresse ou deadline para simplesmente… se divertir. Existem pequenas metas que são atingíveis no para desbloquear recompensas, como interagir com os villagers ou pescar um determinado número de peixes.

No entanto, nada disso é imposto ou soa como uma obrigação. A franquia “Animal Crossing” se notabiliza por permitir que o jogador avance em seu próprio ritmo, sem nenhum tipo de obrigação.

Em um mundo tomado pela Covid-19, diversas pessoas mundo afora encontraram em “New Horizons” o lugar perfeito para se desligar da realidade e reencontrar os amigos, ainda que virtualmente.

É possível visitar a ilha de outros jogadores e realizar atividades em conjunto. Tudo soa fofo e acolhedor no jogo, o que potencializa a sensação de bem-estar.

O distanciamento social não é necessário em Animal Crossing, que permite reunir os amigos – Foto: Divulgação

Outro fator que ajuda na “imersão” é o fato do game se passar em tempo real. Se você começar a jogar às 20 horas, será noite na ilha. O tempo influencia diretamente nas coisas que você fazer. Alguns insetos e peixes não aparecem de dia, por exemplo.

Por seguir o calendário real, outra grande atração são os eventos temáticos. Páscoa, Halloween, Ação de Graças, Natal, Ano Novo e até mesmo o carnaval são alguns exemplos do que já rolou neste primeiro ano do jogo.

A Nintendo traz atuações periódicas para o jogo, com itens exclusivos por estação. O colecionismo é fator de engajamento entre jogadores, que interagem diariamente em fóruns on-line busca de trocas. Existe, de fato, um senso de comunidade muito presente ao redor do jogo.

Teve festa de Réveillon na ilha do autor deste artigo – Foto: Captura de tela

Há ainda um museu no jogo. É possível encontrar fosseis enterrados na ilha e doá-los para que fiquem em exposição, bem como as obras de arte (que reproduzem peças reais) que podem ser adquiridas com um mercador. Só é bom ficar esperto aos detalhes, já que algumas delas são falsas.

Impacto cultural

“Animal Crossing: New Horizons” definitivamente superou as barreiras do nicho e se tornou queridinho dos famosos. Brie Larson (“Capitã Marvel”) e Elijah Wood (o Frodo de “Senhor dos Anéis”) são algumas personalidades que marcam presença no game e até interagem com fãs visitando suas ilhas.

Como acontece em toda comunidade, alguns jogadores vão além e criam narrativas próprias. Um deles recriou o musical “Hamilton” inteiro – eu disse inteiro – dentro do jogo. A “adaptação” foi possível por meio de um recurso que permite concentrar os villagers num mesmo espaço.

Outro desdobramento do amor dos fãs pela franquia, ainda que com um aspecto mais macabro, é o curta de terror “Don’t Peek”, lançado no ano passado e que vai virar filme, ainda sem data de estreia.

A história mostra um personagem bizarro tentando deixar o game e entrar no mundo real. Confira abaixo:

Animal Crossing garante horas ilimitadas de diversão, tranquilidade e várias surpresas. O mais legal é ir descobrindo aos poucos, conforme experimenta tudo o que aquele pequeno mundinho pode oferecer.

André Rossi

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde janeiro de 2019. Sempre em conflito por não saber o que priorizar: a eterna lista de filmes que só aumenta, as séries pendentes que não dão descanso, ou o backlog de RPG’s que nunca termina.

Estúdio 52

Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.