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Editorial

Entrevero a esclarecer

Confusão envolvendo família de Santa Bárbara e a do ministro Alexandre de Moraes dominou boa parte do noticiário na última semana

Por Redação

23 de julho de 2023, às 09h50 • Última atualização em 24 de julho de 2023, às 10h33

A confusão envolvendo uma família de Santa Bárbara d’Oeste e a família do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no Aeroporto de Roma, na Itália, dominou boa parte do noticiário na última semana. O que se viu foi uma guerra de versões. Enquanto Moraes se dizia agredido, o grupo barbarense é quem alegava o mesmo.

A relevância dada ao episódio tem suas razões. Alexandre de Moraes personificou o combate ao golpismo promovido por radicais da direita, alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de 2022 e pouco depois dela, com o fatídico e nefasto 8 de janeiro, episódio do ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Vê-lo criticado por aqueles que o têm como um dos responsáveis pela derrota de Bolsonaro, portanto, se tornou cena corriqueira. Nas redes sociais, o discurso beira ao delituoso, com xingamentos e crimes contra a honra cometidos a todo momento em postagens raivosas dos chamados “leões do teclado”.

Ataques pessoais e presenciais, no entanto, exigem outro tipo de reação. Na representação que fez à Polícia Federal no caso envolvendo a família Mantovani, de Santa Bárbara, Moraes afirmou que foi chamado de “bandido, comunista e comprado” e que seu filho teria sofrido agressão.

Confirmada tal versão, é inadmissível que cenas deste tipo passem como mera insatisfação popular. Dado tudo o que tem ocorrido nos últimos meses, há um contexto muito maior no episódio, que vai além de um bate-boca mais quente ou uma crítica mais incisiva. É preciso punição exemplar nos termos da lei.

As divergências nas versões, entretanto, tornam o caso da família barbarense ainda obscuro. As imagens do Aeroporto de Roma, que poderiam esclarecer o passo a passo do que se passou no episódio, não vieram a público. Espera-se que, tal como a democracia e os tempos atuais exigem, haja transparência no caso, para que se compreenda exatamente os limites ultrapassados por cada um, e que sirva de lição a quem deve servir.

O Liberal

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