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Carreira & RH

É de fracasso em fracasso que nossa vida ganha sentido

Influenciadores jogam na cara dos jovens o poder dos grandes resultados com mínimo esforço

Por Marcos Tonin

08 de outubro de 2023, às 14h34

Num mundo digital recheado de redes sociais com pessoas felizes, bem-sucedidas, ricas, alegres e sem problemas, falar de fracasso é quase que uma heresia e o caminho certo para sua permanência no inferno pós-morte.

Não bastasse as exibições vazias que essas redes nos trazem, influenciadores jogam na cara dos jovens o poder dos grandes resultados com mínimo esforço e debocham dos que ainda insistem em se empenhar ao trabalho duro e às adversidades da vida.

Como sociedade, falamos pouco ou até evitamos falar dos nossos fracassos. Com isso, perdemos a oportunidade de normalizar aquilo que é normal em nossas vidas, que são os erros, deslizes, derrotas e arrependimentos, como se isso fosse o mais alto símbolo de fraqueza e vergonha de um indivíduo.

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Precisamos normalizar o fracasso e incluí-lo como parte de nossas vidas. O que é tratado como um apêndice merece destaque e atenção. Não é de sucesso em sucesso que as pessoas aprendem, se desenvolvem e encontram soluções. É no fracasso, na dor, no incômodo que nosso intelecto e as grandes ideias surgem.

O desenvolvimento humano está na habilidade e capacidade de crescer moral, espiritual e intelectualmente na nossa jornada, proporcionando exemplos a serem seguidos, não só pelos seus resultados, mas pela conduta.

Criar o hábito de compartilhar com seus filhos, esposa, marido, parceiro(a) seus fracassos gera uma energia de verdade, superação e aprendizados sem precedentes. Criando indivíduos que sabem lidar com os revezes sem o desespero e, ainda, criando um espaço maior de criatividade, soluções e positividade.

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Vale chorar, se descabelar e deprimir? Claro que vale, mas no dia seguinte vale refletir e encontrar saídas sem ter vergonha e o peso de uma história sem soluções.

Quando falamos de fracasso gosto muito do exemplo da J. K. Rowling, que já vendeu mais de 400 milhões de cópias de seus livros e é considerada a autora mais bem-sucedida no Reino Unido.

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Em 1995, as 12 maiores editoras inglesas rejeitaram a publicação de Harry Potter, mas em meados de 1996 a editora Bloomsbury aceitou publicar seu livro imprimindo inicialmente 1000 exemplares. Acha que ela ficou rica? Não, a editora na época lhe deu o pagamento de 1.500 libras.

Lembre-se, todo começo é difícil, toda iniciativa é desafiadora, toda boa história tem seu revés. Assumir que o fracasso faz parte do caminho e nos ajuda a dar sentido à nossa vida é ter maturidade, visão e humanidade.

Aprenda com seus erros, respeite os erros dos outros e apoie os recomeços. Termino com uma pergunta: – Qual o evento de fracasso no seu passado que mais alavancou positivamente sua vida?

Marcos Tonin

Marcos Tonin, especialista na área de gestão e liderança, fala sobre mercado de trabalho em textos quinzenais