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Cotidiano & Existência

Dia dos avós

Por Gisela Breno

26 de julho de 2022, às 13h42 • Última atualização em 27 de julho de 2022, às 09h45

Engana-se quem acredita que o amor dos avós para seus netos, é maior que o amor dos pais pelos seus filhos. Quando somos mães,pais,normalmente, estamos na fase de vida onde a insegurança, os medos em relação ao futuro( em todos os aspectos), a ansiedade, assumem proporções inimagináveis. À medida que os anos avançam e com eles a certeza de que a finitude se aproxima, o sentido do ser e existir vestem-se com trajes a rigor. Não há mais tempo a perder com futilidades,superficialidades, medos desnecessários e essencialmente com pessoas e situações, que nada acrescentam em nossa passagem pelo Universo.

É chegada a hora de brincar com e pela vida. E os netos são os companheiros ideais, insubstituíveis nesta preciosa e curta caminhada. O tempo, ah o tempo desfrutado com eles é recheado de cores e sabores. Todas as brincadeiras são vividas com a seriedade e com a leveza de quem entendeu que a vida vale por esses preciosos momentos. Em segundos, com eles, somos, até mesmo sem o pó de Pirlimpimpim, teleportados para os paradisíacos ou tenebrosos países da imaginação. Neles as risadas, as sujeiras muitas vezes abominada pelos pais, as trapalhadas, o enredo, os personagens, sempre têm sentido. Talvez por isso os netos querem , por repetidas vezes, que contemos as mesmas histórias, que retomemos as mesmas brincadeiras, que retornemos à mesma árvore, parques, docerias, shoppings que, deliciosa e orgulhosamente, os levamos.

Quando eu me for desse mundo, espero que, meu amado Léo, guarde em seu coração a certeza de que sua vovó Gi viveu com ele os dias mais intensos e felizes de sua existência.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.