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Covid-19 e o mercado de ações

Por Rodrigo Valverde

20 nov 2020 às 08:29

O segmento de gestão de ativos judiciais (compra e venda de processos) está evoluindo no Brasil em função do número elevado de processos em andamento, a lentidão extrema do Judiciário e as dificuldades financeiras de pessoas físicas e jurídicas em meio à pandemia de Covid-19. Com a crise as pessoas buscam levantar o dinheiro que está parado.

De acordo com o último relatório Justiça em Números, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em 2019, tivemos 20 milhões de casos novos, sendo que ainda estavam pendentes 62 milhões de processos aguardando julgamento final.

O CNJ também mede um indicador chamado “tempo médio de giro de acesso”, ou seja, se parar de entrar novos processos, pergunta-se “quanto tempo duraria para o Judiciário zerar todos os processos atuais?” A resposta, para a Justiça Estadual, é de três anos.

No entanto, você imagina que isso é possível? Que, em três anos, ninguém, em nenhum lugar do Brasil, terá um problema que precise da Justiça estadual para resolver?

Graças as legaltechs é possível antecipar um valor que terá a receber no futuro da Justiça. Após a análise do processo, o solicitante (pessoa física ou jurídica) poderá receber o seu dinheiro em pouco tempo, se comparado com o prazo final do processo, e o ponto central é não se preocupar mais.

O que estas empresas desejam é democratizar o acesso ao Judiciário e ajudar para que cada vez mais pessoas utilizem a Justiça.

Na esfera corporativa, muitas empresas têm buscado varas especializadas e outros métodos alternativos para resolução dos conflitos, como a arbitragem.

A sociedade vem reagindo à excessiva lentidão do Judiciário e que um novo cenário ganha forma no universo jurídico. O fato é que estas inovações vieram para ficar.

Rodrigo Valverde é sócio da Pro Solutti Capital

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos, com 1.800 caracteres (já contando os espaços), para o e-mail opiniao@liberal.com.br.