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Smart Tech

Como está o desenvolvimento da sua liderança?

Para quem deseja ser um líder de alta performance, Henrique Costa sugere investir em quatro pilares; confira quais!

Por Henrique Costa

04 nov 2021 às 07:25 • Última atualização 04 nov 2021 às 09:20

Por entender que a liderança deve ter pensamentos e atitudes contemporâneas, até mesmo esta afirmativa pode ser encontrada no meu livro “Eu, líder Contemporâneo” (2018) e o contrário disso, que uma liderança anacrônica pode enfraquecer a si mesmo e a sua equipe, emento que a liderança saudável é àquela que sempre está disposta a aprender, desaprender e reaprender o quanto for necessário, tendo em vista que o cenário mercadológico e as estruturas de negócios transmutam rapidamente. Dessa forma, a liderança e sua equipe precisam exercitar a inevitável tomada de decisões mais flexíveis. Ou seja, todos podem ter o poder de decisão!

Todavia, a flexibilização adequada ao cenário vigente depende do desenvolvimento pessoal e profissional de cada colaborador, ou seja, do quando cada profissional se dedica ao autoconhecimento e tem condições de aprimorar esses conhecimentos no ambiente de trabalho. Para quem deseja ser um líder de alta performance, sugiro investir nestes quatro pilares que sempre fizeram parte da minha jornada pessoal e profissional.

São estas as bases:

Técnica: chamada comumente de hardskills; invista nas habilidades específicas e ensináveis, incluindo qualquer item técnico específico da área em que se pretende atuar, como formação técnica e educacional. Em outras palavras, tendo um perfil nato de liderança ou pretendendo aprender a habilidade de liderança, é necessário investir, por exemplo, em idiomas, gestão financeira, oratória, comunicação interpessoal, enfim, adquirir habilidades cujo trabalho exige proficiência para uma jornada de sucesso.

Motivacional: a palavra chave da liderança é a resiliência, alinhados a dedicação, determinação e foco, para manter a inspiração e a esperança. Costumo dizer: “O jeito que uma equipe atua é determinado pelos seus valores, suas escolhas, a qualidade com o que executa as suas atividades e a sua habilidade de não perder seus objetivos de vista em tempos bons ou ruins. Motivada sempre a continuar!” (Henrique Costa)

Espiritual: tendo em vista que a vida interior das organizações reverberam na comunidade em que vivem, a espiritualidade no ambiente de trabalho permite o reconhecimento de que todos os colaboradores deve ter consciência de que são nutridos e nutrem seus trabalhos e que isso tem grande significado para o todo, para além da organização, por isso, se torna essencial acreditar, buscar a paz dentro da profissão e, especialmente, certificar-se que está fazendo bem, crendo em forças que podem gerar essa confiança.

Física: além dos aspectos citados acima, que não sendo investidos, afetam o bom resultado do líder e de sua equipe, também, manter o corpo saudável por meio de alimentação saudável no trabalho e fora dele e buscar equilibro na saúde em geral, são condutas que poderão mitigar os riscos de variações de humor, problemas de ergonomia, falta de foco, cansaço excessivo, por exemplo. Dessa forma, os líderes devem incentivar que sua equipe tenham hábitos saudáveis para manterem o vigor e a disposição em atividades específicas da sua área profissional e pessoal, além de serem exemplos desses hábitos.

Os quatro pilares da alta performance tornam a visão de liderança mais sistêmica, permitindo o discernimento de todos quanto às ações no dia a dia, além de tornar toda a organização fortalecida e com foco em resultados oriundo de colaboradores engajados entre si nas atividades executadas. Uma liderança pode se enfraquecer, não pela falta de capacidade de liderar, mas pela falta de um trabalho que estimule estes quatro pilares de alta performance que envolvem toda a sua equipe.

Sendo assim, a liderança que forma colaboradores com a mentalidade contemporânea, elevando o nível de vitalidade das equipes e da organização ao provê-los com a capacitação, motivação e autoconhecimento, gera em toda a sua equipe engajamento, cooperação e corresponsabilização seja qual for o cenário em que estejam inseridos.
Vamos fazer uma analogia de liderança.

Acompanhe comigo:

Imagine um jogo de futebol, em uma partida decisiva, em um final de campeonato. A torcida vibrando nas arquibancadas, os jogadores do time A concentrados nas estratégias pré-determinadas por meio do estudo do adversário e habilidades de cada integrantes do time em suas posições de jogo.

Tudo pronto?

Não! Não é possível prever alguns elementos que envolvem o jogo, como jogadores lesionados, as estratégias do adversário – time B -, questões ambientais – chuva, sol, frio, etc. No entanto, o foco da estratégia do time A é que os “jogos ensaiados” sejam executados e que nessa partida o artilheiro, que por sinal é o atacante, bata o seu recorde de gols na competição.

Começa o jogo!

Sabe-se que a função primordial do lateral é fechar os lados da linha de defesa, seja num esquema com quatro ou cinco defensores, e quando a equipe tem a posse de bola, os jogadores avançam pelas extremidades do campo como uma opção para “abrir” o jogo e criar mais alternativas de ataque, eles têm em mente a estratégia de lançar a bola para o atacante que deverá estar livre para chutar para o gol.

No entanto, o atacante está cercado da defesa do Time B, mas o lateral na sua função defensiva encontra-se livre para atacar, no entanto, a estratégia pré-determinada foi focada no atacante artilheiro, e o lateral mesmo com o campo aberto, frente ao gol passa a bola para o atacante que está acometido pela pressão dos jogadores da equipe adversária, e o gol não acontece!

A torcida se exalta, assim como o goleiro do time A, começa a gritar desesperado, pois, mesmo estando em uma posição que é a mais ingrata e exposta a falhas, ele também é privilegiado por ter a visão do jogo inteiro desde o início da estratégia – ele vê o jogo todo, aliás a sua posição se tornou digna de uma posição tão importante por isso: defende, ataca, inicia o esquema de jogo, até mesmo consegue colocar a bola no pé do atacante lá na frente! Todos que puderam ver o lateral disponível para ser o autor do gol se exaltaram, inclusive o atacante artilheiro: – “Por que não chutou direto para o gol!?”

Agora retome comigo o tema da liderança!

Todos somos, no mundo corporativo, como os jogadores do time A e temos a possibilidade de trabalhar novas habilidades em diversas posições, se assim for necessário e, especialmente, se tiver entendimento de trabalhar em benefício da equipe.

Embora sejamos especialistas em nossas posições, existe o poder de autonomia para nos posicionarmos e atacarmos ou defendermos quando for preciso, independente da estratégia pré-determinada. Porém, para isso acontecer de forma eficiente e ética, é necessário ter a visão corporativa, autoconhecimento e, ainda, sair da própria posição e olhar para a necessidade do time – como um goleiro ou um torcedor fanático – não focar apenas em uma estratégia, mas ter pensamentos e atitudes contemporâneas, compreendendo que a posição em que estamos num determinado cenário poderá demandar uma ação imediata nossa naquele momento.

Entretanto, só estaremos seguros das decisões a serem tomadas, se estivermos realmente comprometidos com o time.

Segundo Ken Blanchard “há uma diferença entre interesse e comprometimento. Quando você está interessado em algo, só o faz quando é conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, não aceita desculpas; apenas resultados.

Aos líderes atuais e aos líderes em formação, não percam de vista a necessidade de desenvolver equipes comprometidas com o todo!

Henrique Costa

Formado em Harvard, palestrante e autor de mais de dez livros, é CEO da Accell Solutions e conselheiro do InverGroup, holding de tecnologia e investimentos

Henrique Costa e Eryvelton Baldin

Assinado por Henrique Costa e Eyvelton Baldin, conteúdo sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo