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Editorial

Cidade Verticalizada

De alguns pontos de Americana é possível observar um horizonte quase que completamente tomado por prédios, especialmente na região central

Por Redação

09 de julho de 2023, às 10h21

De alguns pontos de Americana é possível observar um horizonte quase que completamente tomado por prédios, especialmente na região central. Em outras regiões, como no Jardim Terramérica, canteiros de obras com torres atrás de torres ilustram como a ocupação da cidade tem se dado nos últimos anos: para cima.

Reportagem publicada neste domingo, com base nos primeiros dados consolidados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra a evolução imobiliária do município desde 2010 até então. A cidade ganhou quase 30 mil novos domicílios em 12 anos, junto com a alta de 26,6 mil habitantes no período.

Tal crescimento encontra explicações em um estudo da Secretaria Municipal de Planejamento, que mapeou como os edifícios verticais ocuparam Americana desde os anos 50. A década de 2010 viveu uma disparada nas construções de pavimentos múltiplos, especialmente os “predinhos”, frutos de uma legislação permissiva.

A preocupação é óbvia: o que esperar do futuro de uma Americana que parece colocar mais gente do que cabe em seu pequeno território? Entre 2010 e 2022, a cidade ganhou 200 habitantes por quilômetro quadrado, segundo o Censo.

Com o crescimento populacional, aumentam as demandas por serviços públicos, emprego e infraestrutura – vale ressaltar aqui que Americana caminha para uma frota de 200 mil carros em 2024 em um momento em que se utiliza cada vez menos o transporte coletivo.

A prefeitura tem exigido, nos últimos anos, que os investidores do setor imobiliário façam contrapartidas ao impacto que promovem nos bairros e regiões do município. É uma boa medida para compensar boa parte dos reflexos. Mas será o suficiente?

É uma reflexão que os gestores – não apenas o atual – devem fazer permanentemente, haja vista que não há perspectiva de que a demanda reduza ou que a população local “precise menos” da infraestrutura.

O Liberal

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