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As vacinas salvam vidas

Por Juliana Soares do Nascimento

23 Janeiro 2022, às 08h02 • Última atualização 23 Janeiro 2022, às 08h03

Dos zero aos 12 anos, as crianças brasileiras recebem, há décadas, cerca de 10 vacinas contra diversos tipos de doenças. Foi assim que conseguimos erradicar a varíola e a poliomelite, por exemplo. Mas o que tem causado tanta resistência em uma parcela da população em relação à vacina contra a Covid-19, mesmo após um ano do início da campanha?

Desde o início de janeiro, a variante Ômicron tem se alastrado pelo Brasil, a exemplo do que fez na Europa e nos Estados Unidos.

Entretanto, diferente do que vimos no ano passado, as internações e as mortes não dispararam na mesma proporção. Temos visto muitas pessoas com sintomas leves, às vezes inexistentes, que duram um ou dois dias. E a razão é simples: vacina!

Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que a cada 10 pessoas internadas com Covid-19, oito não tomaram a vacina contra a doença. Ou seja, a grande maioria que está passando maus bocados com a Covid-19 é de pessoas que não se vacinaram. E aqui voltamos ao início do texto. Por quê?

Lamentavelmente, apesar de todos os esforços dos veículos de comunicação, o Brasil é palco de uma das maiores campanhas de desinformação em relação à Covid-19. O governo federal sequer disponibiliza dados atualizados sobre casos e mortes, por exemplo.

E parte do presidente o pior exemplo. Ele diz não ter se vacinado e abertamente faz campanha contra a obrigatoriedade da imunização. Um desserviço.

Para completar, temos uma massa negacionista que espalha mentiras pelas redes sociais sem nenhum pudor. Não verificam a fonte de nada! Enquanto isso, vidas que poderiam estar salvas seguem sendo perdidas nos hospitais.

Que nossas crianças – que finalmente começaram a receber a vacina – não sejam vítimas de pais irresponsáveis. Lá em casa, a Jô já “está com a roupa de ir”, aguardando a hora dela.

Juliana Soares do Nascimento é socióloga e vereadora em Americana

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos para o e-mail opiniao@liberal.com.br.