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As eleições em Sumaré

Por Diego Vilanova

22 nov 2020 às 08:00 • Última atualização 21 nov 2020 às 18:40

Sumaré foi às urnas para eleger prefeito e vereadores, como todas as cidades do País. No Executivo o resultado confirmou as expectativas da reeleição do prefeito. A chapa contou com uma ampla aliança de 12 legendas. Heterodoxa pôs no mesmo palanque o PT de Lula e o PSL que elegeu Bolsonaro.

A população que foi votar optou (mais de 60% ou 67.571 votos) pela continuidade da atual administração. As outras três candidaturas somaram pouco mais de 40 mil votos. Décio Marmirolli, teve 22,79% dos votos; Guilherme Dallorto ficou com 13,13% e Roberto Guimaraes recebeu 3,4%.

No Executivo “tudo como dantes no quartel de Abrantes”, parafraseando o emissário que em 1805 avisava Dom João VI sobre os franceses que haviam ocupado Abrantes, e que significava que não tinha nenhuma novidade. O Legislativo mudou, já que dos 21 postulados à vereança, 9 se reelegeram. O presidente da Câmara, William Souza, foi reeleito com a maior votação (mais de 4 mil votos), com visibilidade e de retorno ao seu fiel eleitorado.

Ele foi seguido por André da Farmácia (2,5 mil votos), que herda o eleitorado do pai (secretário e ex-vereador) e o veterano Joel, com 2.387 votos.

Dos 12 partidos da coligação que reelegeu Luiz Dalben apenas 3 não tiveram eleitos na câmara. São eles o PSL, Solidariedade e Progressistas.

Garantindo uma câmara com forte base do governo, já que dos 21 fogem à regra João Maioral, do PDT; Toninho Mineiro, do PV, e Alan Leal, do Patriota, que apoiaram os candidatos derrotados a prefeito. Novamente não elegemos nenhuma mulher e apenas dois dos eleitos declararam sua cor preta, 13 declararam brancos e 6 pardos.

A câmara ainda tem pouco cara de povo e essas eleições demostraram que podemos sim ver “um museu de grandes novidades”.

Diego Vilanova é professor

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