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Algumas bolhas do mercado

Por Eduardo Paparotti

18 ago 2020 às 08:45

O jornal “Folha de São Paulo”, do dia 03/02/20, publicou o artigo “Conheça algumas bolhas do mercado”. Então, a primeira bolha do mercado foi em 1637: Tulipas. No século 17, tulipas causaram uma euforia coletiva na Holanda. Além de comercializar flores e bolos, tidos como artigos de luxo, as pessoas passaram a vender derivativos, investimentos atrelados ao preço das tulipas.

Os valores alcançaram níveis tão exorbitantes que algumas pessoas venderam suas casas para investir. O preço, no entanto, despencou subitamente à véspera da primavera, quando muitos contratos se mostraram falsos.

Mas, aconteceram outras bolhas, como a do ano de 1929: Crash de Nova York, conhecida e muito comentada. Também houve outra bolha: a de Pontocom, em 1999, e a de Subprime, em 2008. Voltando ao assunto da famosa flor: Tulipas, a qual serviu, por muitos anos, como moeda de troca nos negócios naquele rico país do século 17, como é o dólar para nós nos dias de hoje, que farei um pequeno comentário logo abaixo: “Acordos de Bretton Woods”.

Preparando-se para reconstruir o capitalismo mundial, enquanto a Segunda Guerra ainda se espalhava, 730 delegados de todas as 44 nações aliadas encontraram-se no Mount Washington Hotel, em Bretton Woods, New Hampshire, para a conferência monetária e financeira das Nações Unidas. Os delegados deliberaram, e finalmente assinaram, o “Acordo de Bretton Woods” durante as primeiras três semanas de julho de 1944.

O acordo de Bretton Woods durou até 15 de agosto de 1971, quando os Estados Unidos, unilateralmente, acabaram com a convertibilidade do dólar em ouro, o que efetivamente levou o sistema de “Bretton Woods” ao colapso e tornou o dólar uma moeda fiduciária – que depende de, ou revela confiança. Essa decisão foi referida como Choque Nixon (Nixon Shock), tornando-se uma moeda/reserva.

*Eduardo Paparotti é aposentado

Colaboração

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