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Editorial

Alerta máximo

Por Redação

23 dez 2020 às 09:39

Às vésperas dos feriados de final de ano, o Estado anuncia um endurecimento da quarentena para tentar conter o avanço dos casos da Covid-19 nas cidades paulistas. Com exceção da região de Presidente Prudente, em situação mais grave, todas as outras, como a que inclui Americana, terão que fechar as atividades não essenciais entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º e 3 de janeiro.

Na prática é um retrocesso pontual à fase vermelha, de alerta máximo, considerada a mais restritiva do Plano São Paulo. Americana e região deixaram o estágio vermelho em julho, após uma melhora nos números de internações e óbitos pela Covid-19 no Departamento Regional de Saúde de Campinas, do qual as cidades da região fazem parte.

Desde então, havia conquistado sucessivos avanços, até na virada entre novembro e dezembro, quando o cenário mudou e as restrições voltaram a ser impostas, com o retorno à fase amarela.

A medida anunciada pelo Comitê de Contingência do Estado precisará de tempo para se concluir eficiente. De início, a fase vermelha pontual tem o condão de atingir, principalmente, em espaços que sejam um convite a aglomeração, onde o potencial de contaminação pode ser de risco.

Conforme o LIBERAL publicou nesta terça-feira, as festas de final de ano podem levar ao cenário mais grave da pandemia até aqui, em que a prevenção perdeu espaço para o menosprezo.

A medida do Estado para este resto de 2020 e início de 2021 não deverá evitar o avanço das infecções, mas poderia torná-la mais lenta e controlável. Contar com ela para conquistar um isolamento social em um período como este parece ser mera utopia, mas o recado está dado e se espera que desestimule muitos aventureiros.

Conter o vírus depende muito de esforços individuais, de cuidados particulares. Ao menos até a vacina. Falta pouco.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.