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A grande tarefa no País é vacinar

Por Dirceu Cardoso Gonçalves

08 abr 2021 às 07:15

Cada dia é mais clara a premissa de que a solução – ou fim – da Covid-19 está na vacinação do maior número possível de brasileiros, até chegarmos aos 147 milhões de imunizados, o equivalente a 70% da população. Nesse nível – dizem os cientistas – ocorre a chamada imunidade de rebanho, onde o vírus perde sua condição de transmissão, porque não encontra em sua trajetória – de um espirro ou pelo levar as mãos à boca, olhos ou nariz – o hospedeiro em que possa viver.

Demoramos para começar a imunização. Primeiro pela falta de vacinas no mercado, depois pelas exigências que os laboratórios fizeram e o governo brasileiro não aceitou e, finalmente, pela indigesta contenda política entre o presidente e governadores. Mas esses entraves já estão resolvidos. O Congresso Nacional aprovou leis nesse sentido e agora já temos em produção as vacinas do Instituto Butantan e da Fiocruz. O novo ministro da Saúde promete vacinar um milhão de pessoas diariamente ainda neste mês de abril. E a Justiça já tem decisões favoráveis à compra de vacinas pelas empresas.

Foi um erro criar embaraços para as empresas adquirirem a vacina. Se o tivessem feito meses atrás, teríamos hoje um número bem maior de brasileiros vacinados e as doses adquiridas pelo governo poderiam ser destinadas apenas aos servidores públicos e à população sem vínculo empregatício e com menor condição financeira para comprar o imunizante.
Todo empregador tem interesse em vacinar o mais rápido possível seus colaboradores e, para manter a saúde deles, também proteger seus familiares. Já temos dito em artigos anteriores, mas nunca é demais lembrar. A pandemia é uma guerra sem tanque, metralhadora ou fuzil, mas se mostra tão letal quanto. A grande arma para vencê-la é a união entre os poderes públicos e até a população.

Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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