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Blog da Eclética - por Jucimara Lima

Sem Cerimônias com: Eliana Favarelli

Por Jucimara Lima

02 dez 2020 às 09:25 • Última atualização 02 dez 2020 às 09:34

A incansável bailarina Eliana Favarelli que é pura inspiração ao lado de seu parceiro Reginaldo Sama (Leia-se Dança dos Famosos)

A bailarina Eliana Favarelli, de 58 anos, começou a dançar balé clássico aos 12. Desde então, sua trajetória quase sempre foi embalada pela dança. Passou por diversas modalidades, fez cursos nos Estados Unidos e se formou em educação física em Piracicaba. Em 2007, criou – ao lado de outras bailarinas – o grupo Espaço Dançar, em Americana. Já em 2015, montou a própria academia, a Twist Dança, com o objetivo de reunir pessoas como ela: bailarinos apaixonados pela dança, mas que ao longo do tempo seguiram profissões diferentes e se afastaram dos palcos. Atualmente, a maioria de seus alunos tem mais de 35 anos. Durante a pandemia, passou a dar aulas online, e ao lado do parceiro Reginaldo Sama (leia-se Dança dos Famosos), começou a produzir “videodança”, iniciativa que simplesmente “bomba” na Internet. Batemos um bom papo com ela. Acompanhe!

 O que a dança significa para você?

Dança para mim é paixão, é realização. É através dela que crio meu mundo interior. Faço dos meus gestos a extensão do meu ser, pois expresso minha emoção e minha determinação através da minha arte. E assim sempre será.

 Mesmo quem nunca tenha tentado dançar, ainda pode aprender, independentemente da idade?

Sim, a dança é para todos, nunca é tarde para começar. É óbvio que para se seguir uma carreira profissional, o ideal é começar jovem, pelo tempo de construção e aprendizado que a dança exige. Fazer aulas sem o compromisso de se profissionalizar está ao alcance de qualquer um.

 Como é para você saber que inspira tantas mulheres?

Acho sensacional, porque demonstro que o corpo pode ser trabalhado e que a idade não é um empecilho para deixar de dançar. A dança exige muitos cuidados com o corpo, uma disciplina grande e principalmente dedicação, mas tudo isso se conquista mesmo com a maturidade. Quando recebo um elogio pela minha disposição e conquistas, faço questão de salientar que qualquer um pode!

 Você se reinventou na pandemia. conte um pouco pra gente como foi esse processo.

No começo foi difícil, porque sou muito ativa, mas aos poucos fui dando um jeitinho e me adaptei ao distanciamento. Fiz muitas lives dando aulas, criei “vídeodanças”, participei de cursos online, tudo foi um aprendizado. Como sou atleta corredora, fazia corridas longas dentro de casa mesmo. Toda a minha rotina de aulas, passei a fazer em casa, às vezes sozinha, outras com grupos online.

 Você já passou por muitas coisas dentro da dança, é premiada e já fez de quase tudo nesse universo incrível da arte. Ainda tem algo que gostaria de fazer?

Sim, adoro cantar também e faço aulas. Por isso, gostaria muito de ter a oportunidade de fazer um musical.

 O que te motiva a continuar dançando todos os dias?

No momento é para me trazer alegria em tempos tão difíceis. A dança tem esse poder, ela me faz sentir leve, disposta e forte.

 Qual o recado você daria para as pessoas que tenham vontade de dançar, mas que nunca tenham tido coragem de começar?

O meu recado seria dizer: vai e se joga. A dança é para todos, é só experimentar e verá o quanto é bom. Não importa o ritmo ou a modalidade, o que vale é deixar o corpo fluir.

Jucimara Lima

Blog da colunista social do LIBERAL, Jucimara Lima, com notícias e informações sobre Americana e região!