Suspeito acaba detido após sequestro de menino que durou mais de cinco horas

Morador de Campinas seria um dos envolvidos no sequestro de um menino de 5 anos no dia 28 de setembro


O sequestro de um menino de apenas cinco anos, ocorrido em 28 de setembro, em Sumaré, e que terminou 20 horas depois com a prisão de um suspeito em flagrante, teve novos desdobramentos este mês com a prisão de um segundo suspeito e identificação de um terceiro envolvidos no crime. Ambos são moradores em um Conjunto Habitacional na Vila Renascença, em Campinas: o entregador C.E.S., o Tico, de 22 anos, preso no último dia 3 de novembro, e E.V.P., o Dudu, 21, que seria um dos líderes do bando. A divulgação dos novos fatos foi feita nesta terça-feira ao LIBERAL pelo delegado responsável pelo caso, Antonio Donizete Braga, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana.

Tico atualmente cumpre prisão temporária, assim como W.. Dudu teve temporária decretada, mas está foragido. O prazo das prisões temporárias termina no próximo domingo, 22. No último dia 13, Braga solicitou à Justiça de Sumaré a conversão da temporária em prisão preventiva dos três suspeitos. Até as 15h de ontem, a decisão ainda não havia sido proferida. As investigações continuam, já que, pelo menos, seis criminosos participaram diretamente do crime que inicialmente seria um roubo à residência. Como as vítimas não estavam com dinheiro, os ladrões resolveram levar a criança e pediram um resgate de R$ 100 mil, que foi reduzido após negociações.

Em 29 de setembro, em uma ação da DIG com o apoio da DEAS (Delegacia Especializada Anti-Sequestro) de Campinas, os policiais conseguiram prender em flagrante o desempregado W.T.C., 20 anos, que seria o responsável por receber o resgate. Outros suspeitos atropelaram um investigador da DEAS e conseguiram fugir. Na ocasião, W. alegou que tinha uma dívida com o tráfico e, por isso, teria recebido essa “missão”, mas negou participação direta.

Através da quebra de sigilo dos dados do telefone celular usado pelos sequestradores para manter contato com a família, a Polícia Civil chegou a dois celulares. Um deles era o da irmã de Tico, que foi ouvida pelos investigadores e confirmou que o aparelho ficava com ele. O outro era de uma vítima de roubo de veículo em 10 de outubro. Dois dias depois, os ladrões abandonaram o carro em Campinas, após colidirem durante perseguição policial. O veículo foi devolvido à vítima, que encontrou o celular de Tico no carro e, com o aparelho, ligou para seu celular para descobrir o número. A vítima e namorada reconheceram Dudu como autor do roubo e um outro suspeito, cuja foto estava no celular, mas ainda não foi identificado e também será investigado pelo sequestro.

Por meio de mandados de buscas e apreensão, os policiais encontraram objetos que pertencem à família da criança sequestrada no apartamento de Tico e na casa da namorada de Dudu, que tem 18 anos e não estaria envolvida no crime.

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