Acusado de executar agente no RN é preso em Sumaré

Edmar Fudimoto, conhecido como japonês, estava com documentos falsos quando foi abordado pela Polícia Federal na última segunda-feira


Agentes da Polícia Federal prenderam em Sumaré um homem acusado de participar da execução de um agente penitenciário em Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 2017. Edmar Fudimoto, conhecido como japonês, estava com documentos falsos quando foi abordado pela Polícia Federal em um supermercado.

Foto: Divulgação / Polícia Militar
Agente penitenciário Henry Charles foi morto em um bar perto de sua casa, em Mossoró (RN)

A prisão aconteceu na segunda-feira (17) mas só foi divulgada nesta terça-feira (18) pela PF. O mandado foi expedido pela 8ª Vara Federal de Mossoró, onde tramita o processo sobre o caso. Cinco pessoas denunciadas pelo MPF (Ministério Público Federal) vão à júri popular pelo crime.

Participaram da ação que resultou na prisão o Grupo Especial de Rastreamento e Capturas, de Brasília, e o Núcleo de Operações da Delegacia de PF em Campinas.

Segundo as investigações, Fudimoto é integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). A organização criminosa teria decidido matar agentes do sistema penitenciário federal como represália pelo “tratamento” dado a seus integrantes nos presídios de Mossoró, Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

Segundo a ação penal à qual o indivíduo responde, a facção elaborou um audacioso plano para executar o servidor público. Primeiro, os criminosos compraram uma casa nas proximidades do presídio federal e alocaram ali alguns de seus integrantes, para que um alvo fosse escolhido.

Depois disso, “infiltraram” uma mulher como empregada da família, com o objetivo de conhecer a sua rotina. Henry Charles Gama e Silva foi morto a tiros em um bar nas proximidades de sua casa.

O suspeito preso pela PF foi condenado em 2019 a cinco anos de prisão pela Justiça de Santa Bárbara d’Oeste. A juíza Camila Marcella Ferrari Arcado, da 1ª Vara Criminal da cidade, chegou a determinar a sua prisão preventiva, mas ele conseguiu um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado.

O advogado Pedro Renato Lúcio Marcelino, responsável pela defesa dele nesse processo, foi procurado pelo LIBERAL em seu escritório, mas não retornou o contato para comentar a prisão de seu cliente.

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