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ELEIÇÕES 2020

Sumaré não terá candidato a prefeito do PT pela primeira vez

Falta de interesse de lideranças no pleito influenciou decisão, diz presidente; partido apoiará reeleição de Luiz Dalben

Por André Rossi

09 jul 2020 às 09:02 • Última atualização 09 jul 2020 às 13:13

Pela primeira vez desde a fundação do partido na cidade, em 1981, o PT não terá candidato a prefeito em Sumaré nas eleições deste ano. A decisão foi tomada no último sábado em reunião do diretório por videoconferência.

Desde 1982, o partido disputou todos os pleitos majoritários com candidatos a prefeito ou a vice. Entre os anos de 1997 e 2004, a legenda teve José Antônio Bacchim como vice do ex-prefeito Dirceu Dalben (PL), na época filiado ao PPS.

O protagonismo na política sumareense chegou com a eleição de Bacchim como prefeito em 2004 e sua reeleição em 2008. Entretanto, no pleito de 2012, o partido não conseguiu eleger o sucessor Francisco de Assis Pereira de Campos, o Professor Tito, que acabou derrotado por Cristina Carrara (PSDB).

O ex-prefeito de Sumaré entre 2005 e 2012, José Antonio Bacchim, do PT – Foto: Arquivo/O Liberal

Na eleição seguinte, em 2016, o desgaste do partido a nível nacional também se refletiu em Sumaré. Professor Tito ficou apenas na quarta posição na disputa para prefeito, com 14.099 votos, o que representa 11,97% dos votos válidos.

Na RPT (Região do Polo Têxtil), as eleições de 2016 evidenciaram o encolhimento do partido: foi a primeira vez em 20 anos que o PT não conseguiu eleger nenhum prefeito nas cinco cidades.

De acordo com o presidente do PT em Sumaré, Roberto Vensel, pesou na decisão a ausência de uma liderança que tivesse interesse em concorrer como prefeito.

Os dois últimos, Bacchim e Tito, não estavam disponíveis; o primeiro passou por problemas de saúde recentemente, enquanto o outro não reside mais na cidade.

“O PT não teve nenhuma outra liderança que manifestou intenção em disputar eleição neste ano. E aí isso nos colocou numa situação que a gente viu a aproximação das eleições, mas sem que a gente tivesse um nome que falasse ‘eu quero ser candidato’, como tivemos em outros momentos. Chegamos a ter prévia em outras oportunidades”, explicou Vensel.

Ex-deputado Tito foi o último candidato do PT a Prefeitura de Sumaré, em 2016 – Foto: Arquivo/O Liberal

Ainda segundo o presidente, a militância entendeu que esse não era o “momento adequado” e que não era possível disputar uma eleição sem aliados, assim como aconteceu em 2016. Apesar disso, o partido lançará chapa completa de vereadores.

A parceria com prefeito Luiz Dalben (Cidadania), candidato a reeleição, também influenciou na decisão. Atualmente, o PT conta com três mil filiados em Sumaré.

“Essa aliança não se dá agora, nesse momento. Quando a gente decidiu em 2018, que teve a tomada de decisão em compor o governo, ali nascia o embrião de uma possível aliança”, justificou Vensel.

Câmara
Entre os 21 vereadores da atual legislatura, dois são do PT: Ulisses Gomes e o presidente da Casa, Willian Souza, uma das principais lideranças atuais do partido. Ambos vão tentar a reeleição no Legislativo.

Willian disse ao LIBERAL que “diversos grupos” do partido queriam que ele fosse candidato a prefeito. Porém, optou pela reeleição como vereador para “fortalecer” a bancada da legenda.

“O nosso mandato, que tem diversos coletivos e segmentos, entendeu que não é o momento ainda da disputa da prefeitura. Nós vamos continuar na Câmara de Sumaré para seguir defendendo as minorias, o direito a moradia, as pessoas que mais precisam”, comentou Willian.

Nos bastidores, é comentada a possibilidade do político concorrer a deputado federal em 2022.

Podcast Além da Capa
Por quais razões a recomendação de manter o isolamento social permanece como a maneira mais difundida no combate ao novo coronavírus, mesmo com mais de 100 dias de quarentena e com a retomada da produção econômica em curso? É o que discute essa edição do podcast “Além da Capa”. Ouça: