Prefeitura de Sumaré vai reimplantar sistema de Zona Azul

Prefeito Luiz Dalben pretende lançar edital para o serviço ainda neste ano; concessão é reivindicada pela associação comercial


O prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (PPS), confirmou que vai lançar um edital ainda neste ano para reimplantar a Zona Azul na área central. O estacionamento rotativo é reivindicado pela Acias (Associação Comercial e Industrial de Sumaré) desde 2017, quando a atual gestão não quis dar continuidade ao serviço.

“Em reunião com a associação comercial e por ofícios, eles têm pedido bastante para que a gente volte a Zona Azul, que faça uma PPP (Parceria Público Privada) ou uma concessão do serviço”, explicou Luiz Dalben ao LIBERAL em entrevista nesta quinta-feira (18).

Foto: Arquivo/O Liberal_5-01-2016
O estacionamento rotativo é reivindicado pela Acias desde 2017

Em julho de 2017, a prefeitura lacrou os parquímetros “de surpresa” após o vencimento do contrato com a Rizzo Mobiliário Urbano Ltda. Na época, o Executivo justificou que o fim da relação com a empresa aconteceu após o rompimento de cláusulas, como a entrega de duas motos para o serviço público.

Desde então, a cidade só teve um sistema do gênero nos meses de dezembro de 2017 e 2018 por conta das compras de fim de ano, ao preço de R$ 1,00 a hora. A fiscalização era feita por agentes da própria prefeitura.

O estacionamento rotativo funcionava na Avenida Sete de Setembro (até o cruzamento com a Avenida Rebouças) e demais ruas perpendiculares neste trecho – desde a Rua Justino França até os cruzamentos das praças da República e Manoel de Vasconcellos.

O prefeito não precisou, no entanto, uma data exata para lançar o edital nem a área que será contemplada. Entretanto, ressaltou que a intenção é resolver o caso ainda neste ano, apesar da ideia não lhe agradar enquanto comerciante.

“Sou comerciante. Se eu tivesse um comércio na região que será contemplada pela Zona Azul, eu confesso que preferia que não tivesse, mas se a maioria quer, eu sou o prefeito e devo seguir a orientação das pessoas. Não sou o dono da caneta, eu sou aquele que apenas representa as pessoas segurando ela (caneta)”, justificou Dalben.

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