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Mercado

Por falta de eletrônicos, Honda paralisa produção em Sumaré

Produção nas unidades de Sumaré e Itirapina da montadora japonesa deve ser retomada nesta segunda-feira

Por Marina Zanaki

12 jun 2021 às 08:17 • Última atualização 12 jun 2021 às 08:24

A montadora Honda paralisou as atividades nas unidades de Sumaré e Itirapina na última quarta-feira (9), em função da falta de componentes eletrônicos. Segundo informações da Agência Estado, a produção deve ser retomada na próxima segunda. A empresa foi procurada nesta quinta (10) e sexta-feira (11), mas não respondeu.

O setor vem sendo afetado pela falta de componentes eletrônicos, que registram escassez global. Os maiores problemas estão relacionados à entrega de componentes como semicondutores e chips, e também de alguns produtos de origem química, metálica e polimérica.

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Levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que do total de 21 fábricas de automóveis no País, nove paralisaram.

A Hyundai informou à reportagem do LIBERAL que vai suspender a produção do 3° turno da fábrica em Piracicaba entre 31 de maio e 30 de junho pelas “condições instáveis” de fornecimento de componentes eletrônicos.

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“A empresa seguirá monitorando a situação e tomará as medidas necessárias para adaptar os volumes de sua produção conforme as condições de fornecimento de peças nas próximas semanas”, disse a montadora.

A Mercedes-Benz disse que o fornecimento de matérias-primas é um grande desafio para todas as fabricantes desde o ano passado. A empresa adotou férias coletivas para grupos alternados de funcionários em abril, mas a medida se encerrou em maio e não há previsão de nova parada.

No início da semana, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou que as previsões indicam que as interrupções podem continuar ocorrendo no segundo semestre.

“Esse problema, que deve se alongar até os primeiros meses de 2022, é o responsável pelas paralisações temporárias de parte de nossas fábricas, algumas por períodos curtos, outras mais longos”, explicou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

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SETORES
A entidade explicou que o problema atinge vários setores industriais, mas que o automotivo sofre com intensidade, já que um único veículo pode ter até 600 semicondutores em seus sistemas. (Com Agência Estado)

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