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Confusão

Polícia pede exumação de corpo enterrado por engano em Sumaré

Duas mulheres que faleceram na terça tiveram seus corpos trocados pela funerária; só uma das famílias percebeu

Por Pedro Heiderich

23 de setembro de 2021, às 20h55 • Última atualização em 23 de setembro de 2021, às 20h56

A Polícia Civil pedirá a exumação de um corpo enterrado por engano em Sumaré na última quarta-feira (22). A informação foi divulgada pela SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo).

De acordo com a pasta, o caso é investigado pelo 2° DP (Distrito Policial) e o delegado responsável vai solicitar a autorização judicial para exumar o corpo de Maria Aparecida Cardoso, de 74 anos.

Corpo de Maria Aparecida Cardoso foi enterrada por outra família, que não percebeu a troca – Foto: Reprodução

Duas mulheres que faleceram na terça-feira (21) tiveram seus corpos trocados pelo Grupo Serra Funerárias. O erro só foi percebido durante o velório de uma delas, nesta quarta-feira (22), em Sumaré. O corpo da outra mulher foi enterrado sem que os familiares percebessem o engano.

O grupo funerário admitiu o erro e explicou que, no dia 21, tinha duas ordens de serviço, uma para a retirada de um corpo no HES (Hospital Estadual Sumaré), de uma idosa de 74 anos, e o segundo seria liberado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Makarenko, de uma outra mulher, mas de 71 anos.

A funerária relatou ainda que, por meio do circuito interno de vídeo no laboratório da empresa, foi observado que houve um erro de procedimento, ocasionando a troca de corpos.

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Segundo a empresa, o corpo de Maria Aparecida, que morreu por complicações do novo coronavírus (Covid-19), foi retirado no HES e estava identificado com uma etiqueta em que continha seu nome, data de falecimento, horário e hospital de origem.

Já o corpo da idosa de 71 anos, que morreu na UPA, estava com uma “etiqueta em branco e um papel solto com a identificação”. Esta situação, segundo o grupo, favoreceu a troca dos cadáveres. Ainda assim, a funerária reafirma a sua falha e diz estar “fazendo o possível” para reduzir os danos.

O caso foi registrado como destruição, subtração ou ocultação de cadáver pela Polícia Civil de Sumaré.

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