Polícia Federal investiga se prefeito usou assinatura falsa

Luiz Dalben está sob investigação da Polícia Federal pelo suposto uso de um documento falso em uma ação trabalhista


Foto: Arquivo / O Liberal
Polícia Federal tenta ouvir o prefeito, sem sucesso, desde março do ano passado

O prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (PPS), está sob investigação da PF (Polícia Federal) desde o final de 2017 pelo suposto uso de um documento falso em uma ação trabalhista. A investigação foi aberta a pedido da Justiça do Trabalho de Sumaré.

Durante a análise de um processo trabalhista, movido por um ex-funcionário de uma farmácia pertencente à família, a defesa do prefeito alegou que o comércio estava arrendado para outra pessoa. Um perito judicial concluiu que uma das assinaturas no contrato de arrendamento era falsa.

A pessoa que supostamente seria o arrendatário da farmácia alegou que foi funcionário da família Dalben e que recebeu uma proposta para assumir o negócio, mas a recusou. Com base nessa perícia e no depoimento, a juíza Laura Bittencourt Ferreira Rodrigues concluiu que houve uma tentativa “imputar falsa responsabilidade a outra pessoa” e solicitou a apuração.

O inquérito, que tramitava no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), foi remetido no início de fevereiro para a Justiça de Federal de Campinas, com base no novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o foro privilegiado. No ano passado, a corte entendeu que só devem ser julgadas em foro especial ações relacionadas com o mandatou em decorrência de crimes cometidos durante o exercício da função.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a PF tenta, sem sucesso, ouvir o prefeito sobre o caso desde março do ano passado. Por conta do cargo, Dalben não pode ser intimado a depor. Por conta disso, foi expedido um ofício, requisitando que ele marcasse data e hora para ser ouvido, mas não houve resposta. A irmã dele, Katherine Dalben, chegou a ser intimada, mas não compareceu na data prevista para o depoimento.

O advogado Marcelo Pelegrini, que representa o chefe do Executivo, disse que não recebeu o ofício. Ainda segundo o defensor, a falsificação não partiu da família Dalben. “Eles deram o contrato para ser assinado e ele foi devolvido com a assinatura falsa. A investigação ainda não apontou quem seria o beneficiado com isso”, afirmou Pelegrini.

A reportagem não conseguiu contato com a irmã do prefeito, Katherine.

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