Polícia Civil investiga espancamento de gestante

Jovem de 18 anos havia contado inicialmente que fora agredida por um grupo de mulheres, mas agora aponta que autor foi namorado


Foto: Reprodução
A vítima contou inicialmente que havia sido agredida por um grupo de mulheres

A Polícia Civil de Hortolândia abriu inquérito para investigar o espancamento de uma gestante de 18 anos que resultou na morte da criança que ela esperava. A agressão ocorreu na sexta-feira, e o óbito fetal foi constatado sábado.

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O inquérito foi aberto na segunda-feira e as testemunhas já começaram a ser ouvidas. “O delegado também aguarda a conclusão dos laudos, que estão em andamento, e que a vítima receba alta hospitalar para prestar depoimento”, explicou a Polícia Civil.

A vítima contou inicialmente que havia sido agredida por um grupo de mulheres, mas na segunda-feira já havia mudado a versão e confirmado a suspeita da família de que o agressor era seu namorado. Em agosto, a vítima já havia sido agredida por ele.

Em vídeo disponibilizado pela família, a jovem conta que as agressões começaram na noite de quinta-feira e se estenderam até a tarde de sexta-feira.

“A minha cabeça tava rachada, a paulada que ele deu com o prego e eu desmaiei, acordei debaixo do chuveiro e ele falou que ia me levar pro hospital, aí ele me jogou em cima da cama e eu dormi(…). Ele me deixou na porta do hospital e perguntou se eu conseguia ir andando porque ele não ia me colocar lá dentro por causa da polícia que tava lá”, conta a jovem no vídeo.

Ela sofreu traumatismo craniano leve, teve fraturas nos braços, rosto e nos pulmões.

O espancamento começou após o casal discutir sobre a filha da vítima. Ainda de acordo com o relato da jovem no vídeo, o namorado sabia que não era o pai da criança, mas irritou-se ao ver que ela havia contado isso para amigas em conversas pelo celular.

“Ele me batia e falava como que eu queria que ele fosse o pai da minha filha sendo que eu falava pros outros que ele não era. Ele me deixou de quinta pra sexta-feira apanhando, levou um amigo dele lá na casa, e falou pro amigo dele que ia atrás do João (irmão da vítima) se eu contasse pra polícia o que tinha acontecido. Isso fez com que eu ficasse em choque, com medo de que acontecesse alguma coisa com meu irmão”, relatou a vítima.

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As agressões foram na casa onde a jovem morava com o namorado em Hortolândia, e não em Sumaré como ela inicialmente havia informado à família.

De acordo com familiares, ela segue internada no Hospital Estadual de Sumaré com quadro estável. A criança foi enterrada nesta terça-feira em um cemitério de Valinhos (SP).

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