Polícia busca por morador de Sumaré, líder de setor do PCC

Fernando Alves de Oliveira seria o chefe da cédula chamada de "Correios", que contrata mulheres para levar cartas para os presídios


A Polícia Civil procura por um morador de Sumaré identificado como Fernando Alves de Oliveira, acusado de liderar a cédula criminosa chamada de “Correios” do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele é companheiro da advogada Marcela Antunes Fortuna, também de Sumaré, condenada por auxiliar no “setor jurídico” da facção.

Nesta quinta-feira, agentes de Presidente Venceslau e da capital paulista deflagraram a 4ª fase da Operação Ethos. Oito pessoas são alvos da ação, entre elas Fernando, considerado foragido. O mandado de prisão preventiva foi cumprido no Jardim Bandeirantes, mas o suspeito não foi encontrado. A Operação Ethos continua, a fim de localizar e cumprir os mandados dos outros acusados, de acordo com o delegado Everson Aparecido Contelli.

“Para estabelecer essa conexão criminosa, Fernando, que se comunicava com os demais integrantes por meio dos codinomes ‘Miguel Fernandes’ e ‘NW1’, recebia as cartas dos estabelecimentos prisionais, por meio de visitas de presos e advogados, que auferiam quantias específicas conforme o volume transportado”, traz trecho da denúncia oferecida pelo promotor de Justiça, Lincoln Gakiya.

De acordo com o delegado Everson Aparecido Contelli, coordenador da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Presidente Venceslau, mulheres contratadas pela organização criminosa, conhecidas como “pombos correios”, eram responsáveis pela retirada e introdução das cartas na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e no Presídio de Avaré.

“Essas cartas eram encaminhadas para o Fernando, em Sumaré, que processava e distribuía para outras pessoas por meio do ‘boy’ [André Francisco de Souza], preso nesta quinta-feira. Essas informações eram processadas, recolhidas pelo ‘boy’ e devolvidas para Fernando, que por sua vez passava para as pessoas que voltariam aos presídios”, declarou.

A cada visita aos presídios, essas pessoas recebiam de R$ 500 a R$ 1,5 mil, além dos gastos com hospedagem e transporte.

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