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Quadrilha

PF deflagra operação para combater fraudes ao auxílio em Sumaré e Paulínia

Operação quer desarticular quadrilha especializada em fraudar contas de beneficiários

Por Milton Paes

16 abr 2021 às 10:15 • Última atualização 16 abr 2021 às 10:31

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta sexta-feira (16) duas operações para desarticular uma organização criminosa no interior do estado de São Paulo, especializada em fraudar contas de beneficiários do auxílio emergencial.

Uma das operações, batizada de Lotter, está cumprindo seis mandados de busca e apreensão em Paulínia e outros dois em Sumaré. Também há um mandado de prisão temporária em Paulínia. Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara Federal em Campinas.

Movimentação na sede da Polícia Federal, em Campinas – Foto: Luciano Claudino / Código 19 / Estadão Conteúdo

Nesse caso, a organização criminosa envolve, no mínimo, oito pessoas e utilizava programas de computadores para invadir a conta dos beneficiários, transferindo o dinheiro para contas dos criminosos por meio do pagamento de boletos gerados em site de sistema de pagamentos ou por meio de transações eletrônicas.

Durante as investigações foi comprovado o furto de mais de R$ 135 mil, o que indica um mínimo de 225 famílias lesadas.

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A outra operação, chamada Botter, ocorre em Sorocaba para o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, sendo três em Tatuí, um em Boituva, três em Paulínia e um em São Paulo. Também é cumprido um mandado de prisão preventiva contra uma pessoa que fraudou 170 auxílios emergenciais durante a primeira rodada do programa em 2020, com prejuízo total já confirmado é de R$ 435 mil.

Polícia Federal deflagra operações para combater fraudes ao auxílio emergencial – Foto: Polícia Federal / Divulgação

Os nomes das duas operações decorrem do modo eletrônico utilizado pelos criminosos para fraudar as contas. Enquanto lotter refere-se a usuários que se utilizam da internet para enganar os outros, aproveitando-se da boa-fé ou fragilidade de terceiros, botters são usuários que operam bots (robôs).

As duas operações são resultado do trabalho da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), que reúne Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, CAIXA, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.

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Os objetivos da atuação conjunta e estratégica são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas que atuam causando prejuízos aos programas assistenciais.

As buscas visam recolher documentos, equipamentos e dispositivos eletrônicos utilizados pela associação criminosa, tanto para compor o quadro de provas dos crimes já identificados como para impedir que iniciassem uma nova rodada de furtos a partir do pagamento de novas parcelas do benefício.

Além dessas medidas, também estão sendo executados sequestros e bloqueios de contas para garantir a recomposição dos danos causados.

Os envolvidos responderão pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato, falsidade ideológica e formação de organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a quase 30 anos de prisão.

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