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Moradora de Sumaré acredita que foi curada de um câncer graças a três milagres e ao amor do companheiro

Ao longo da difícil jornada que enfrentaria após o diagnóstico, ela acredita que duas coisas a mantiveram de pé: a fé em Deus e o amor do companheiro

Por Jucimara Lima

24 de junho de 2024, às 09h01

No final de 2022, a cozinheira Deise de Oliveira Silva, de 47 anos, foi diagnosticada com câncer no intestino. A notícia caiu como uma bomba em sua vida. Ao longo da difícil jornada que enfrentaria, ela acredita que duas coisas a mantiveram de pé quando não tinha mais forças para levantar: a fé em Deus e o amor do companheiro Joaquim Vitorino, 50, com quem é casada há 26 anos.

Apesar de não haver uma estatística oficial, o abandono afetivo de pacientes com câncer é mais comum do que se imagina. A própria Deise diz conhecer a história de uma mulher negligenciada pelo marido, que dizia ser “frescura” as dores que sentia. “A coitada morreu”, relata.

Unido, casal conseguiu superar várias adversidades e hoje ambos acreditam que Deise está curada graças à força do amor – Foto: Leonardo Matos_Liberal

O amor. Em abril, Deise entrou em contato com o LIBERAL pois queria contar a história do marido para “servir de exemplo.”

Com 26 anos de união, Deise e Joaquim se conheceram no bairro Nova Veneza, em Sumaré, no final da década de 90. Em 2012, se mudaram com as duas filhas para a casa simples, construída no Jardim Bordon, pelo próprio pedreiro.

Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, eles costumavam visitar cidades da região como missionários quando, em agosto de 2022, um acidente simples mudou a rotina tranquila do casal.

Durante um trabalho, Deise caiu da escada e lesionou o nervo da coluna. “Fui medicada, contudo, acabei tendo uma hemorragia, que depois vim a saber que foi por conta do tumor.”

Ao ser internada, os exames apontaram anemia profunda e plaquetas baixas. “Os médicos avisaram que o estado dela era muito grave, sem dar muitos detalhes do que ela tinha. Foi desesperador”, recorda Joaquim.

Os milagres. Para Deise, ali aconteceu o primeiro milagre em sua vida. “Estava tão fraca que acredito mesmo que aconteceu algo sobrenatural para que eu me recuperasse.”

Devido a essa internação, a cozinheira teve pedidos de exames encaminhados para a Unicamp. Após alguns dias, recebeu alta, porém, voltou a passar mal logo depois.

Assim, entre diagnósticos desencontrados e idas e vindas a hospitais da região, ela descobriu o câncer no intestino.

“Cheguei a receber unção do pastor. Naquela noite, acordei e vi um enfermeiro com uma roupa muito branca, fazendo movimentos circulares com as mãos por cima de mim. Acredito que era Cristo me operando espiritualmente”, emociona-se.

Apesar de uma melhora momentânea, pouco depois ela recaiu, quando Joaquim teve a ideia de levá-la para a Unicamp.

“Ficamos lá por mais de seis horas aguardando atendimento e ele não saiu do meu lado, ficou segurando a minha mão o tempo todo”, destaca Deise.

Em alguns momentos difíceis, Deise confessa que chegou a querer morrer – Foto: Arquivo Pessoal

Operação e dedicação. Em janeiro de 2023 a cozinheira foi operada. De acordo com Joaquim, após a cirurgia, os médicos avisaram que a situação de Deise era delicada. “Foi duro de ouvir, mas a gente tem sempre como última reserva de esperança Deus, né?”

Contrariando os prognósticos, ela recebeu alta e, durante meses, Joaquim se dedicou exclusivamente à esposa. “Ele dava remédio, comida, banho, limpava a casa e até virou vegetariano só para termos uma alimentação mais saudável,” conta Deise.

Emocionado, ao relembrar desses momentos, o pedreiro faz questão de frisar que as lágrimas que se permite hoje não deixou cair naquele período. “Eu precisava mostrar para ela que estava forte”, alega.

Para cuidar da esposa, Joaquim abandonou o trabalho e, assim, durante um bom tempo, a família precisou viver da caridade de amigos e familiares. “Graças a Deus, muita gente ajudou. Chegamos a receber mais de R$ 25 mil. Depois disso, deixamos de contar”, afirmam.

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Novo baque. Quando tudo parecia estar voltando ao normal, no início desse ano, Deise começou a notar o crescimento de caroços no abdômen e as dores voltaram piores. “Era algo tão insuportável que cheguei a pedir pra morrer.”

Deise narra que nesse retorno do câncer, já não tinha mais esperança, quando aconteceu o que ela acredita ser o terceiro milagre em sua vida: a chegada de Vera, uma antiga professora que veio de Taubaté para cuidar dela. “Foi uma peça importante porque me animava, orava comigo e cantava louvores”, lembra.

Dona de uma fé inabalável, nem a notícia de que os cuidados com Deise se limitariam a medidas paliativas a impactou. “Ela reafirmava o tempo todo que essa enfermidade não iria me levar.”

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Remissão. Assim, como em uma profecia, segundo o casal afirma e contrariando a medicina tradicional, com o passar dos dias, os tumores aparentemente regrediram. “Quando eu faço os exames da Unicamp, eles não acreditam”, afirma Deise, que há dois meses está bem e voltou a trabalhar.

Atualmente, ela e o marido creem na cura e alimentam o desejo de ajudar outras pessoas com câncer a passarem pela fase do diagnóstico e tratamento. “Temos a missão de ajudar”, concluem.

Embora a fé aponte para cura, Deise continua passando por exames de acompanhamento para confirmar se de fato houve a remissão do tumor.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), entre 2023 e 2025 o Brasil deverá confirmar cerca de 45.630 novos casos de câncer no intestino. Ainda assim, se detectado em estágio inicial e com a adesão do paciente ao tratamento, as chances de cura são elevadas. Por essa razão, é tão essencial procurar ajuda médica, além de manter os exames periódicos em dia.  

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