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Saúde

Hospital Estadual Sumaré deve fechar alas e demitir após Estado diminuir repasse

Previsão do sindicato é de que alas de oftalmologia e de enfermaria pediátrica sejam desativadas

Por Leonardo Oliveira

08 jan 2021 às 12:50 • Última atualização 08 jan 2021 às 13:15

O Governo do Estado de São Paulo anunciou no início dessa semana um corte de 12% no repasse mensal para santas casas e hospitais filantrópicos de todo o estado. A medida vale já a partir desse ano e deve causar o fechamento das alas de enfermaria pediátrica e oftalmológica no HES (Hospital Estadual Sumaré).

A informação é do Sinsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabalecimentos de Saúde de Campinas e Região), que prevê ainda que cerca de 100 trabalhadores sejam demitidos no hospital por conta da queda no repasse. No caso do estadual de Sumaré, a previsão é que o corte seja 6,5%.

Em nota, o sindicato diz que está oficiando o governo paulista, a prefeitura de Sumaré e o MPT (Ministério Público do Trabalho) exigindo explicações e providências para que os funcionários não percam seus empregos.

“O Sindicato também pede uma audiência de mediação ao MPT e defende a manutenção dos empregos dos trabalhadores que estão atuando na linha de frente no combate ao covid -19 desde o início da pandemia, sendo que nenhuma readequação de recursos justifica o fechamento de alas inteiras e demissões em massa”, diz um trecho do documento.

Questionada, a assessoria de imprensa da Unicamp informou que vai insistir com o Estado uma nova revisão dos reajustes e que os pacientes atendidos pelas especialidades afetadas serão reorganizados para outros hospitais que são de responsabilidade da Diretoria Regional de Saúde (DRS-7).

Também em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que, em Sumaré, haverá adequações na enfermaria pediátrica por conta da ociosidade e que os procedimentos em oftalmologia contam com serviços de “referência” nos AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) de Campinas, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste.

Confira a nota do Estado na íntegra:

A assistência à população da região de Campinas está garantida, sobretudo nos atendimentos de urgência e emergência, uma vez que o foco da Secretaria de Estado da Saúde é salvar vidas em meio ao recrudescimento da pandemia.

Haverá reorganização de fluxos e pactuações para serviços eletivos ou com baixa demanda.

Nenhuma alteração será feita no Hospital Regional de Piracicaba, com foco na assistência a casos graves de coronavírus.

O Hospital Estadual de Sumaré já atua com Pronto Socorro referenciado e teve o perfil mantido. Haverá adequações na enfermaria pediátrica devido à ociosidade – a ocupação chegou a atingir somente 45% na enfermaria, com demanda predominante de média complexidade que pode ser absorvida pela rede primária, com possibilidade de ampliação pelas prefeituras. As UTIs pediátrica e neonatal serão mantidas.

Procedimentos eletivos em oftalmologia contam com serviços de referência nos AMEs de Campinas, Piracicaba e Santa Bárbara D’Oeste.

É fundamental reiterar que a Secretaria de Estado da Saúde tem atuado para salvar vidas e combater a pandemia de COVID-19. Com o recrudescimento da doença em todo o mundo, este combate segue como eixo prioritário de atuação e exigindo equacionamento orçamentário de caráter transitório.

Os ajustes estão amparados na Lei Orçamentária de 2021 e não representam prejuízo aos pacientes da rede pública de saúde.

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